Antenado

"Belíssima" chega ao ponto que "Celebridade" começou a ser editada sem sinais de corte

Novela de Silvio de Abreu ultrapassa os 70 capítulos exibidos

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Publicado em 14/09/2018 às 10:20:24

Por: Gabriel Vaquer

A reprise de "Belíssima" acaba de ultrapassar a marca dos 70 capítulos exibidos nas tardes da Globo. Ou seja, com 206 episódios originais, já se foi um terço da novela de Silvio de Abreu no "Vale a Pena Ver de Novo". E até agora, ela vem sendo reapresentada praticamente na íntegra, apenas com pequenos ajustes.

Sua antecessora "Celebridade", com os mesmos 70 capítulos, já era editada e massacrada por não corresponder no Ibope. Só que "Belíssima" também não está bem. Até aqui, sua média geral é de 13,9 pontos na Grande São Paulo.

"Celebridade", a esta altura, tinha 14,1 pontos - pouco, mas acima da atual reprise. Comparando com "Senhora do Destino" e "Cheias de Charme", a falta de edição de "Belíssima" estranha ainda mais: elas tiveram 15,9 e 16,1 pontos respectivamente.

O que também chama a atenção é a queda, mês a mês, da audiência de "Belíssima". Em junho, foram 14,6 pontos. Em julho, 13,6. Em agosto, pequena reação, 13,7. Mas até aqui, em setembro, apenas 13,0 pontos. Ou seja, notória tendência de queda.

É por todos os motivos expostos aqui que não dá pra entender este certo protecionismo que a Globo faz com sua novela da tarde. "Belíssima" não é ruim, longe disso - também não é ótima. É uma boa trama, com uma vilã legal de se ver, Bia Falcão (Fernanda Montenegro).

O porém é que, justamente após a morte de Bia, a história enfrenta um marasmo terrível, com poucos acontecimentos. Por que não aproveitar a baixa audiência e tentar acelerá-la? Tentar colocar no ritmo das tramas atuais?

No fim, acabamos entrando na teoria de conspiração. Ou seja, que "Belíssima" não é cortada por conta de Silvio de Abreu, hoje o manda-chuva da dramaturgia diária, ser o autor. Isso é ruim para novela e ruim para a Globo, que não tem como responder o motivo da exibição quase integral de uma novela que não dá Ibope.

Essa questão já foi levantada pelo colega Sandro Nascimento, aqui no NaTelinha. Em julho, os bastidores da Globo já estavam na expectativa se Silvio de Abreu promoveria cortes em sua própria atração ou não.

Espero que a emissora tenha coerência e trate "Belíssima" de forma igual, como tem feito com outros exemplos recentes. A obra não é especial só porque é de um diretor da emissora. Muito pelo contrário.

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia há vários anos e está de volta ao NaTelinha. Além da "Antenado", faz reportagens especiais sobre a TV brasileira. Também é colaborador do UOL Esporte. Converse com ele. E-mail: gabrielvaquer@uol.com.br / Twitter: @bielvaquer



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