Antenado

Beijo gay esperado pelo público é a cereja do bolo de "Orgulho e Paixão"

Reprodução
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Publicado em 13/09/2018 às 09:40:13 ,
atualizado em 13/09/2018 às 10:07:24

Por: Gabriel Vaquer

Na noite desta quarta-feira (12), "Orgulho e Paixão", da Globo, exibiu um beijo entre os personagens Luccino (Juliano Laham) e Otávio (Pedro Henrique Muller), algo que era extremamente esperado por quem via diariamente a novela das 18h.

Primeiro, pela construção perfeita feita pelo autor Marcos Bernstein do casal gay. Simples, amorosa, delicada, mas ao mesmo tempo natural e com empatia com os atores, com o público e com a realidade da época.

O principal trunfo de Bernstein foi justamente fazer com que tudo ocorresse com uma naturalidade poucas vezes vista na televisão com homossexuais. Era impossível não torcer e não querer o beijo.

Mas a verdade é que a cena esperada pelo público foi só um presente de Marcos, sua equipe e do diretor Fred Mayrink. "Orgulho e Paixão", já de muito tempo, é um deleite ao telespectador da Globo.

Iniciada em março e baseada em algumas obras da escritora inglesa Jane Austen - excelente romancista, por sinal -, a trama na teoria é simples e escapista, como tem sido a toada das atuais tramas globais.

No entanto, o melhor de "Orgulho e Paixão" está em dois pontos primordiais. O primeiro é o seu texto, poético e bonito, mas ágil, divertido, espirituoso e, acima de tudo, inteligente.

Sua antecessora, "Tempo de Amar", também era uma novela bonita, mas nada ágil e até modorrenta de se ver. Já "Orgulho" é um folhetim gostoso de acompanhar e repleta de acontecimentos interessantes.

Outro bom ponto é a direção. Fred Mayrink tem experiência na casa, mas em "Orgulho e Paixão" tem o seu melhor trabalho em condução de elenco e em cinematografia. O mais redondo de seus desempenhos na TV, e merece elogios por isso.

O elenco também, além de bem escalado, está em estado de graça. Cito aqui alguns nomes, como Nathália Dill, Thiago Lacerda, Alessandra Negrini, Grace Gianoukas, Chandelly Braz, Gabriela Duarte, Anajú Dorigon e, principalmente, Natália do Vale - a vilã Lady Margareth é o seu melhor papel em muito tempo.

Certamente, "Orgulho e Paixão" será lembrada pelo beijo entre os dois rapazes, por todo o simbolismo e progresso que isso significa. Porém, a trama das 18h é bem mais que isso. É uma novela que vai fazer uma falta danada quando se findar, no próximo dia 24.

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia há vários anos e está de volta ao NaTelinha. Além da "Antenado", faz reportagens especiais sobre a TV brasileira. Também é colaborador do UOL Esporte. Converse com ele. E-mail: gabrielvaquer@uol.com.br / Twitter: @bielvaquer



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