Antenado

Desgastado, "The Voice Brasil" precisa de uma intervenção urgente para seguir em frente

Reality encerrou sua sétima temporada nesta quinta-feira





Os jurados do The Voice Brasil
Divulgação/TV Globo

Publicado em 28/09/2018 às 00:16:51 ,
atualizado em 28/09/2018 às 00:22:31

Por: Gabriel Vaquer

Depois de três meses e duas exibições por semana desde a estreia, finalmente chegou ao fim a sétima temporada do "The Voice Brasil", vencida por Léo Pain, do time Michel Teló - seu quarto título em quatro anos no reality. Mas quem ganhou essa edição, na verdade, é o de menos. 

Neste ano, ficou clara uma coisa que já era visível, pelo menos, desde a quinta temporada: o programa musical precisa urgentemente de uma mudança e de uma intervenção séria para se reinventar. 

O fenômeno que acontece com o "The Voice" é o mesmo que aconteceu com o "Big Brother Brasil" em um determinado ponto. O formato é ótimo, as pessoas gostam de assistir, mas simplesmente havia enjoado. 

E aí, saiu Pedro Bial e entrou Tiago Leifert. Novas regras foram criadas, novas dinâmicas, um jeito novo de encarar o programa foi feito, e ele continua firme e forte até agora.

O "The Voice Brasil" precisa disso. A última grande mudança foi a entrada de Ivete Sangalo. Algo que se mostrou eficaz no primeiro ano, se mostrou totalmente ineficaz neste. A cantora caiu na mesma laia dos outros três. 

E qual é essa laia? Prepotência, escolhas erradas e popularescas demais. Gente boa de verdade ficando pelo caminho e pessoas que ainda não estão prontas para estarem ali ganhando moral e protecionismo. 

Neste ano, esse protecionismo foi muito claro com a cantora Priscila Tossan. Notoriamente uma jovem de talento e com potencial, Priscila foi protegida demais e elogiada a exaustão, sem ter alguém para lhe dar uma chamada quando suas apresentações foram mornas. 

Priscila estava tão protegida por todos, e principalmente por seu técnico Lulu Santos, que usando disso decidiu fazer o que queria. Cantar a canção "O Sapo" foi a prova disso: um desrespeito ao público, incentivado por um grupo de jurados que não sabe mais o que fazer e parece fazer o programa apenas pelo cheque. 

O "The Voice Brasil" precisa de uma intervenção geral, com troca, se possível, de todos os técnicos. Não acho que Leifert seja um defeito, até porque o apresentador não é tão importante ao formato. O fato é que tem sido cada vez mais difícil assistir ao programa. Fica a dica para o ano que vem. 

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia há vários anos e está de volta ao NaTelinha. Além da "Antenado", faz reportagens especiais sobre a TV brasileira. Também é colaborador do UOL Esporte. Converse com ele. E-mail: gabrielvaquer@uol.com.br / Twitter: @bielvaquer



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