Na Ásia

No penta, Fátima Bernardes virou musa da Copa, teve que negar samba e criou "maldição"

A jornalista foi um dos símbolos da cobertura do pentacampeonato


Montagem de fotos de Fátima Bernardes na cobertura da Copa de 2002
Fátima Bernardes cobriu a Copa do Mundo de 2002 - Reprodução/TV Globo
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 11/11/2022 às 04:15,
atualizado em 11/11/2022 às 08:13

A Copa do Mundo de 2002, na Ásia, foi marcante para todos os brasileiros pela conquista do pentacapeonato. Porém, para Fátima Bernardes, o torneio teve um gostinho ainda mais especial. A jornalista, que na época ainda se dedicava ao Jornal Nacional, já havia visto a conquista do tetra de pertinho, em 1994, mas estava voltando a viajar após o nascimento de seus filhos, os trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz, e acabou sendo eleita "musa da Copa" pelos jogadores e pelo técnico, Luiz Felipe Scolari.

A apresentadora atribui o título que recebeu dos pentacampeões ao longo período de convivência intensa que teve com eles. Fátima já contou diversas vezes que o dia a dia era de muita parceria. "Por isso o título de musa soou muito diferente para mim. Mas claro que achei o máximo, uma homenagem linda, retribuição a um trabalho respeitoso que foi feito durante mais de 40 dias", celebrou, em entrevista ao jornal Extra.

Além de fazer a cobertura do penta, a ex-âncora do Jornal Nacional ainda esteve no ônibus com a seleção após a final do campeonato, momento que ela assume que foi de muita felicidade porque ela e sua equipe queriam mostrar aquilo para o público. "Com a ajuda de todo o pessoal que trabalhava na produção, nós conseguimos aquele 'passaporte' para entrar após o último jogo. Imagina que alegria poder, logo após a final, conversar com todos os jogadores? Para nós, a ficha da conquista não tinha nem caído ainda", lembrou.

Foi em torno desse momento que surgiu uma das polêmicas que envolvem a cobertura da Copa de 2002 feita pela famosa. Na época, rumores deram conta de que Fátima, bailarina de formação, teria se empolgado e sambado com os atletas no ônibus, o que sempre foi negado por ela. "Dei uns passinhos no estúdio, de brincadeira, com o Galvão [Bueno] e os meus colegas jornalistas, não no ônibus da seleção. Nunca faria isso com jogadores. Não me exporia tanto", afirmou, em bate-papo com o jornalista Cosme Rímoli.

O passe-livre que Bernardes ganhou para entrar no veículo que conduzia a seleção também deu brecha para uma outra "lenda" que perdura até hoje. Sentado em uma das poltronas do ônibus, Kaká segurou a taça do penta e pediu para que a apresentadora visse os países que já tinham sido campeões mundiais e tiveram seus nomes gravados na parte inferior do troféu. Para que a câmera pudesse focar no que estava escrito, ela segurou a taça e a posicionou na direção do cinegrafista.

Esse e outros momentos em que Fátima segurou o troféu foram suficientes para que se criasse um boato de "maldição". Existe uma regra de que "pessoas comuns" não podem segurar a taça da Copa do Mundo, apenas os campeões mundiais e os chefes de estado, "lei" que teria sido quebrada pela jornalista. Desde então, há quem acredite que foi por conta desse gesto que a seleção brasileira não trouxe mais nenhum título para casa e o país está até hoje na espera pelo hexa.

Copa de 2002 lançou bordão famoso entre Fátima Bernardes e William Bonner

Fátima Bernardes no ônibus da seleção com taça na mão
Reprodução/TV Globo

A cobertura da Globo da Copa do Mundo de 2002, comandada por Fátima Bernardes, ganhou um tom mais humanizado, que aproximou o público brasileiro do que estava acontecendo do outro lado do mundo, na Coreia do Sul e no Japão. Na época, ainda casada com William Bonner e com três filhos de quatro anos em casa, a jornalista sofreu para segurar a saudade da família. "Como eles eram pequenos, muitas vezes nem queriam falar no telefone comigo. Mas eu sabia que eles estava bem, com o William, meus pais, amparados, com a rotina deles toda direitinha", recordou, ao comentar os 20 anos do pentacampeonato.

Foi naquela época que surgiu um bordão que se popularizou e acompanhou outros dois torneios mundiais: "Onde está você, Fátima Bernardes?", perguntava Bonner, ao iniciar o Jornal Nacional e chamar as entradas da esposa, que viajava de um lado para o outro para acompanhar os acontecimentos do campeonato.

"Foi completamente diferente do que inicialmente estava previsto. Porque a gente não mudava só de cidade, mas na mesma cidade, mudávamos o cenário do jornal várias vezes. O Jornal Nacional entrava no ar às oito da manhã de lá e eu acompanhava o ônibus da Seleção. Era uma Copa cigana mesmo, que nos permitiu a brincadeira: vamos correr para onde?", relatou ela ao Memória Globo.

O feito foi tão marcante para a carreira da atriz que ela escolheu a Copa de 2022 para ser destaque de sua participação no quadro A Copa Que Eu Vi, atração promovida pela emissora carioca com alguns dos principais nomes de seu casting. "Para mim, em termos de carreira, foi muito importante essa cobertura. Não tem um lugar que eu vá que as pessoas não falem comigo sobre 2002", pontuou.

"Se pudesse eu acordava de novo neste dia da final. Eu sempre fui uma apaixonada por futebol. Conforme os jogos foram passando, eu não estava acreditando que ia ver de novo o Brasil ser campeão. É impressionante como essas imagens estão vivas na minha memória. Parece que foi ontem essa conquista", completou ela, em seu depoimento.

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