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Cantora Maria Callas confessa que gostaria de ter feito comédias

Maria Callas
Maria Callas

Publicado em 08/11/2020 às 13:35:29

A excepcional soprano Maria Callas dizia que havia duas pessoas nela, a Maria e a Callas. Ela gostava de ser a Maria, mas tinha que fazer jus a Callas. Maria Callas também costumava declarar que era possível descobri-la por inteiro em seu canto. Mas sempre houve dimensões dessa diva que eram desconhecidas e indecifráveis pros seus milhares de fãs. Só que essas lacunas foram preenchidas por um documentário que é uma verdadeira declaração de amor à "Tigresa", como era chamada por muitos.

Maria Callas: Em Suas Próprias Palavras, do diretor estreante Tom Volf, cumpre o que promete no título. Usa várias entrevistas da prima donna pra fazer uma reconstituição de sua vida e de sua carreira. Callas nasceu na cidade de Nova York em 1923, numa família de imigrantes gregos. Mais do que incentivada, ela foi intimada pela mãe a desenvolver seus dotes musicais desde criança. Maria teve aulas de canto lírico no Conservatório de Atenas com Elvira Hidalgo e ficou conhecida internacionalmente como a melhor cantora de ópera de todos os tempos.

O documentário mostra várias apresentações de Maria Callas, o que é um deleite. Mas ele também revela imagens raríssimas de bastidores em teatros, em passeios. Vídeos caseiros, a dinâmica com os repórteres. Por ser autêntica, ela era muito sincera em suas respostas. O que mostrava o que havia de vulnerável nessa artista percebida pelo público como uma fortaleza. Tom Volf também resgata suas cartas íntimas, que são lidas pela atriz francesa Fanny Ardant.

Que interpretou Maria Callas em sua fase de isolamento e decadência no filme Callas Forever, de Franco Zeffirelli . Assim, ficamos sabendo do seu difícil relacionamento com a mãe. De como foi usada por seu primeiro marido. Do início do seu caso de amor com o magnata grego Aristóteles Onássis. E de como ficou devastada ao ser traída por ele, quando Onássis se casou de surpresa com Jackie O., a viúva de John Kennedy.

O filme desmistifica Maria Callas, revelando a mulher por trás da lenda. Uma pessoa com depressão, baixa autoestima. Alguém que preferia ter tido filhos e cuidado da família a construir a carreira brilhante que construiu. Ficamos conhecendo os episódios que abalaram sua autoconfiança, a bronquite que afetou sua voz. E temos um vislumbre do que poderia ter sido a continuação de sua vida como intérprete no cinema. Quando foi dirigida por Pier Paolo Pasolini no filme Medeia, a Feiticeira do Amor.

Maria Callas se descrevia como "a tragédia em pessoa". Mas, no doc, ela confessa que gostaria de ter feito comédias. E tinha senso de humor pra isso. Ela dominava as câmeras. Era uma grande atriz. Tinha uma presença magnética, uma técnica sublime. Não foi a toa que o maestro Leonard Bernstein a definiu como "pura eletricidade". Esse documentário lança um olhar íntimo para essa estrela do bel canto, humanizando-a num registro bem emocionante.

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