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Passaporte para Liberdade

Sophie Charlotte admite que bateu na porta de Jayme Monjardim por papel em minissérie

Atriz é alemã e teve a língua como a sua primeira

Sophie Charlotte em Passaporte para Liberdade
Sophia Charlotte é Aracy em Passaporte para Liberdade - Foto: Divulgação/TV Globo
Redação NT

Publicado em 30/12/2021 às 09:56:26

No ar como a Aracy de Carvalho em Passaporte para Liberdade, Sophie Charlotte só conseguiu o papel porque não hesitou em bater na porta do diretor Jayme Monjardim para se candidatar à personagem. Ela, que é alemã, afirma que todos os acasos a levaram para a história. "Meu coração acelera ao ver os capítulos", admite numa entrevista à Quem.

Ao todo, a atriz esteve a envolvida com a personagem por três anos, se preparando para viver Aracy. "Quando fui bater na porta do Jayme, a série seria em português. No meio do processo, definiu-se que seria feita em língua inglesa para possibilitar a parceria da TV Globo com a Sony", recorda.

"Demos um passo além para que a série seja distribuída para diferentes países. Atuar em outra língua é uma aventura imensa. Durante todo o tempo deste processo, acabei ganhando o domínio em uma outra língua. Já falava inglês, mas uma coisa é falar e outra coisa é atuar em uma língua que não é a do seu dia a dia", observa ela, que contou com a ajuda de duas preparadoras.

A ligação de Sophie Charlotte com Hamburgo

Sophie nasceu e viveu na Alemanha até os 8 anos de idade. O alemão, aliás, é sua primeira língua. "Esse encontro cultural do Brasil com a Alemanha faz parte da minha vida. Eu me sinto muito privilegiada de ter a oportunidade e por ter convivido com a Aracy", orgulha-se.

Antes da preparação, a atriz ainda foi até Hamburgo e ficou por 10 dias lá. "Foi a primeira vez que fui sozinha paa a cidade e fiz uma pesquisa profunda nos museus, fiz caminhadas… A paisagem, o clima e a comida já me faziam ter uma relação muito profunda. Gravamos a série em inglês, mas nos bastidores eu só falava em alemão com o Peter [Ketnath] e o Stephen [Weinert] e isso me provocou uma reconexão com as minhas raízes, com a minha cidade. Hamburgo é uma cidade linda, portuária e muito importante", detalha.

Para ela, atuar em inglês foi um grande desafio. "A forma de memorizar o texto era diferente. Era quase como um daqueles livros de colorir em que você tem que estar atento aos detalhes. Tive que criar novas pontes para a memória e isso foi enriquecedor ao trabalho. Além disso, gravamos no verão de Buenos Aires e nossos figurinos tinham três – às vezes, até quatro – camadas de vestidos e mais um sobretudo, luvas…", encerra.



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