Guerra política

Grupos ligados a Lula, Centro e Bolsonaro disputam espaço no Roda Viva

Saída de Vera Magalhães abre disputa política e editorial pelo comando do programa da TV Cultura


Roda Viva
Roda Viva ainda não tem um apresentador para 2026 - Foto: Reprodução/TV Cultura
Por Naian Lucas

Publicado em 09/01/2026 às 05:51,
atualizado em 09/01/2026 às 11:01

A saída de Vera Magalhães do comando do Roda Viva abriu um período de reorganização interna na TV Cultura e desencadeou uma disputa política em torno da definição do novo apresentador do programa. Nos bastidores da emissora, diferentes grupos passaram a tratar a sucessão como uma decisão estratégica, associada à visibilidade e à influência simbólica da atração no debate público.

Com a vaga em aberto, o Roda Viva passou a ser observado de perto por setores ligados ao Centro, ao bolsonarismo e a grupos próximos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O interesse se intensifica pelo fato de o programa ser considerado um espaço central para entrevistas políticas, especialmente em contexto eleitoral, quando a exposição de autoridades e candidatos ganha peso ampliado.

Segundo apurou o NaTelinha, há um campo que defende a escolha de um jornalista com perfil institucional, descrito nos bastidores como “neutro”. A avaliação desse grupo é que a condução do programa deve preservar a imagem histórica do Roda Viva como um espaço de entrevistas marcado por regras estáveis e previsibilidade editorial.

Política e eleições: os bastidores da saída de Vera Magalhães da TV Cultura

Nesse espectro, o nome de Carlos Tramontina foi citado pelo colunista Flávio Ricco como exemplo de profissional alinhado a esse perfil. A menção, no entanto, não indica confirmação, mas sinaliza o tipo de condução desejada por esse segmento.

Paralelamente, há um grupo minoritário em número, mas descrito como influente dentro do debate interno, que defende um jornalista identificado com posições progressistas. Entre os nomes citados nesse campo está o de Leonardo Sakamoto, também mencionado por Flávio Ricco em sua coluna.

A defesa desse perfil está associada à leitura de que o programa deve refletir mudanças recentes no ambiente político e no público que acompanha a atração.

Bolsonarismo também luta por um nome no Roda Viva

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Em sentido oposto, outro grupo pressiona pela escolha de um apresentador com posicionamento mais próximo da direita. Esse setor avalia que o programa, nos últimos anos, passou a ser associado a embates políticos específicos e defende uma inflexão na condução do programa.

Vera Magalhães deixa o Roda Viva e fala em "quebra de acordo" da TV Cultura

A movimentação ocorre em sintonia com setores que criticaram a permanência de Vera Magalhães à frente da atração e que agora acompanham diretamente a definição do novo comando.

Nesse cenário, a atração deixa de ser tratada apenas como um programa jornalístico e passa a ocupar o centro de uma disputa simbólica.

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