Thiago Forato
Enfoque NT

Três erros que a Globo não pode cometer com a nova temporada do No Limite

Última temporada foi um desastre em 2021


Fernando Fernandes apresentando o No Limite 5
Fernando Fernandes é o novo apresentador do No Limite - Foto: Reprodução/TV Globo
Por Thiago Forato

Publicado em 27/04/2022 às 05:05:00,
atualizado em 28/04/2022 às 23:19:07

O No Limite estreia sua sexta temporada na próxima terça-feira (3) depois de Pantanal, e seus 24 participantes já foram anunciados. Com a apresentação agora de Fernando Fernandes, o reality de sobrevivência terá a chance de fazer aquilo que não conseguiu em 2021: conquistar a audiência e a fidelização do público. Para isso, alguns erros não podem ser repetidos.

O primeiro deles já foi resolvido. A apresentação de André Marques definitivamente não agradou e isso se percebeu logo no episódio de estreia da última temporada que reuniu apenas ex-BBBs. Não houve evolução e se optou rapidamente em eleger um novo nome, mais identificado com o formato.

Fernando Fernandes participou da segunda temporada do Big Brother Brasil, há 20 anos, e tem toda a pinta que deve entregar mais do que seu antecessor. Atleta desde a infância, empilha conquistas como ser tetracampeão Mundial de Paracanoagem, além de um tri Panamericano, tetra Sul-Americano e tetra Brasileiro. Esse sabe o significado de estar no limite.

O segundo item que precisa ser resolvido para criar uma maior conexão com o público era o número de exibições. Em vez de apenas uma como em 2021, agora serão dois episódios semanais (terças e quintas). A Globo também vai continuar exibindo um programa que entrevistará o eliminado no domingo, depois do Fantástico, com o comando de Ana Clara Lima.

Por último e não menos importante, a Globo apresentará o programa primeiro. Com todos os participantes revelados, espera-se que haja um primeiro episódio digno. No ano passado, a impressão é que o telespectador pegou o bonde andando, pegando uma estreia com cara de meio de temporada, sem introdução nenhuma. Há outros três erros que a Globo não pode repetir em 2022, conforme você confere abaixo.

É No Limite raiz!

Três erros que a Globo não pode cometer com a nova temporada do No Limite

Muito se reclamou em 2021 do quão leve a produção pegou com o ex-BBBs. Com direito a churrasco e show de Wesley Safadão, o programa ficou bastante desfigurado daquele reality de sobrevivência raiz que estreou no ano 2000. Os perrengues não se compararam, o que ajudou o público refutar a ideia que se tratava de um autêntico No Limite.

Os participantes também tiveram o privilégio de comer cachorro quente, café da manhã de hotel, cooler de cerveja da patrocinadora e outros itens que eram inimigináveis há duas décadas.

Boa seleção de participantes

Três erros que a Globo não pode cometer com a nova temporada do No Limite

Com um elenco de ex-BBBs, não havia muitos ali interessados em ganhar o prêmio de R$ 500 mil. Existiu outro tipo de interesse: atrair mais seguidores para suas redes sociais e faturar ainda mais com o programa com o canhão de audiência que é a Globo. Como muitos estavam esquecidos, a ideia era aproveitar a exposição e faturar com publicidade. Errados não estão, mas a produção é que pecou na escalação.

Agora, com 24 participantes anônimos, espera-se que a briga seja pelo prêmio e quase literalmente pela sobrevivência. Com pessoas querendo meio milhão de reais na conta bancária, aumenta a chance de vermos uma real disputa pelo que é oferecido, e não por um pós-No Limite. Até porque, o reality tem muito menos projeção que um BBB.

Que venham as provas raiz

Três erros que a Globo não pode cometer com a nova temporada do No Limite

Por fim, chegamos às provas. No programa do ano passado, a produção pegou leve, talvez com exceção do primeiro episódio que os participantes escavaram uma área da praia com as próprias mãos. Depois disso, as gincanas ganharam ares de "nutellice" e pouco empolgaram.

Um programa que já teve provas memoráveis e ralação de verdade conseguiu se transformar em um BBB no deserto. Provas menos interessados, mal elaboradas e muita colher de chá. Agora, isso precisa mudar caso a Globo queira oferecer um conteúdo similar àquele que foi um sucesso estrondoso há mais de 20 anos.

Tem que ter suor, lágrimas e muitas comidas exóticas, pra não dizer nojentas. É exatamente isso que ficou no imaginário do público ainda sob apresentação de Zeca Camargo.

Thiago Forato é jornalista, assina a coluna Enfoque NT desde 2011, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Forato também é autor do blog https://parlandodepalmeiras.com.br. Converse com ele pelo e-mail thiagoforato@natelinha.com.br ou no Twitter, @tforatto

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