Opinião

Sem Ana Paula Padrão, MasterChef ganha fluidez e chega ao auge da maturidade na Band

Talent show termina atual na temporada na terça (2)


Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin
Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin chegam a mais uma final de MasterChef - Foto: Reprodução/TV Bandeirantes
Por Thiago Forato

Publicado em 30/08/2025 às 09:00,
atualizado em 30/08/2025 às 09:00

A 12ª temporada do MasterChef com cozinheiros amadores termina na próxima terça-feira (2) na Band. Foi a primeira leva de episódios sem Ana Paula Padrão, que deixou o talent show após uma década. Não houve substituição no comando do programa e a produção optou por fazer como acontece em grande parte do mundo com o formato onde os próprios chefs têm essa função.

Ainda que minha leitura possa parecer impopular, o MasterChef ficou mais dinâmico e fluido com a saída da jornalista. Padrão é uma exímia profissional e sua participação à frente do projeto moldou a identidade da atração que se transformou em referência no gênero por aqui.

Foi justamente o longevo trabalho dela que credenciou os jurados a exercerem a função. A maturação que eles ganharam no período foi fundamental. Agora, estão "no ponto" e sabem perfeitamente o que fazer e como conduzir as situações ali impostas.

O MasterChef é um dos produtos mais bem produzidos da televisão brasileira. A engrenagem parece ter se tornado automatizada. O grande pecado dessa temporada foi a dinâmica de eliminação em dupla nessa reta final. E ah… é bem verdade que esse elenco está longe de ser brilhante ou na prateleira dos mais célebres, mas isso é outra conversa. 

Os jurados - Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin - seguem afiados e a sintonia dispensa apresentações. A gaúcha, aliás, que está há três anos avaliando os pratos, parece estar há muito mais do que isso. Não se compara seu trabalho com a antecessora Paola Carosella, que se transformou apenas numa doce lembrança.

Estar há mais de uma década em um nível tão alto é para poucos. Elaborar provas (que ainda surpreendem), pensar em convidados e dinâmicas para manter o público ligado não é tarefa fácil. Faltaram, no entanto, externas. Eram válvulas de escapes importantes e até um frescor necessário.

Falando em público, não tem como ignorar sua audiência na TV. O MasterChef dá cerca de 1 ponto no PNT (Painel Nacional de Televisão) da Kantar Ibope, o que representa pouco menos de 700 mil indivíduos. Obviamente, os números não são mais os mesmos de outrora, mas o de nenhum programa é.

No YouTube, o programa consegue, a grosso modo, uma audiência até cinco vezes maior que na televisão. Não é por acaso que se mantém até hoje no ar. E esse é um dos motivos - aliado ao seu desempenho comercial, claro - pelos quais é extremamente difícil se desfazer de um formato tão vencedor.

Há exageros? Concordo. Tão logo a temporada com amadores termina, na semana seguinte já estreia uma nova com confeiteiros. Não dá tempo do público sentir saudades. Mas não para por aí, já que em novembro a Band lança a versão com famosos.

Enquanto isso não acontece, a emissora transmite a decisão entre Felipe e Daniela a partir das 22h30 na próxima terça. O campeão (ou campeã) leva pra casa R$ 500 mil, uma consultoria para restaurante e financeira, e vales que totalizam R$ 80 mil dos patrocinadores. Além, é claro, do troféu.


Thiago Forato é jornalista, assina a coluna Enfoque NT desde 2011, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele pelo e-mail thiagoforato@natelinha.com.br 

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