Quatro décadas

Dennis Carvalho deixa a Globo após mais de 40 anos

Profissional esteve à frente de várias novelas do canal


Denins Carvalho sorrindo de camisa preta
Dennis Carvalho é mais um a deixar a emissora - Foto: Divulgação/TV Globo

O diretor Dennis Carvalho, famoso por dirigir inúmeras novelas na Globo, não terá seu contrato em setembro. De acordo com o jornal O Globo desta sexta-feira (10), ele já possui propostas do streaming e também desenvolve um projeto de série.

Antes que o canal decidisse que ele não permaneceria, Carvalho apresentou uma série chamada Classe Média, uma espécie de drama familiar mas que também fazia crítica social. Na equipe, estavam Maria Clara Mattos e Daniel Berlinsky, este último também saiu da Globo diretamente para a HBO Max e trabalhar em cima do remake de Dona Beija.

Dennis Carvalho teve seu último trabalho em Segundo Sol (2018). Na Globo, contudo, realizou novelas de grande sucesso como Dancin' Days (1978), Roda de Fogo (1986), Vale Tudo (1988), O Dono do Mundo (1991), Celebridade (2003), dentre outras.

A Globo vem optando por deixar seus medalhões saírem. O modelo de contrato, assim como dos atores, será apenas por obra certa. Dennis, portanto, pode voltar a trabalhar na emissora no futuro, mas sem mais um longo contrato. Maurício Farias, Rogério Gomes, Marcelo Travesso, Maria de Médicis e André Felipe Binder deixaram o canal recentemente.

Dennis Carvalho sempre sonhou em ser diretor

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Em entrevista ao site Memória Globo, Carvalho recordou o início de sua carreira e disse que o sonho de sua vida era mesmo ser diretor. "Ser diretor, além de ser uma profissão gratificante que eu sempre sonhei, tem a missão de contribuir para o próximo, de lançar novos talentos, formar diretores e atores", relatou.

A estreia do jovem Dennis de Carvalho foi na televisão, em 1964, levado pela mãe, a dona de casa Djanira Carvalho, à TV Paulista para fazer teste para a novela Oliver Twist, baseada na história de Mark Twain. Quem pegou o papel principal foi outro iniciante, Osmar Prado. Dennis ficou como o amigo do Oliver Twist. “A novela era ao vivo, não havia VT. Era fascinante ver o empenho das pessoas, fazendo televisão com as mínimas condições possíveis. Foi uma experiência muito bacana”, recordou.

Na Globo, começou em 1975, na primeira versão de Roque Santeiro, de Dias Gomes, que acabou cendurada na véspera da estreia. No lugar, a emissora colocou uma reprise de Selva de Pedra, enquanto preparava a toque de caixa Pecado Capital, escrita por Janete Clair, com o mesmo elenco.

"Para quem trabalhava em São Paulo, a Globo era Hollywood, o grande sonho. Pelo sucesso, pela qualidade dos programas. Todos os grandes nomes estavam ali, autores, atores, diretores. Colei no Daniel Filho, como já tinha colado no Walter Avancini, na Tupi, para aprender a dirigir", orgulhou-se.

Para o profissional, é preciso saber respeito o ser humano. "Como no Brasil a televisão ainda é a diversão do povo, ela passou a ter uma importância muito grande na vida do brasileiro. E a telenovela é parte de sua cultura. Virou hábito", resumiu.

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