Protagonismo

Choro, briga com José de Abreu e Marrone sushiman: As tretas de Lacombe na Band

Apresentador não fugiu de polêmicas e mostrou ter forte personalidade

Choro, briga com José de Abreu e Marrone sushiman: As tretas de Lacombe na Band
Luís Ernesto Lacombe tem se tornado a grande atração do "Aqui na Band" - Foto: Divulgação/Band

Publicado em 15/07/2019 às 13:00:00 ,
atualizado em 15/07/2019 às 13:10:10

Por: Naian Lucas

Luís Ernesto Lacombe entrou meio tímido e sendo ofuscado por Silvia Poppovic. Aos poucos, foi se familiarizando com o "Aqui na Band" e se tornou o destaque da atração.

Em pouco mais de um mês de programa, ele opinou sobre todos os assuntos: política, esporte, comportamento e moda. Com comentários firmes, polemizou e repercutiu nas redes sociais.

Confira abaixo quatro motivos que comprovam esse protagonismo:

Climão com Silvia Poppovic

Luís Ernesto Lacombe não concordou com a opinião da sua colega de programa sobre o porte e posse de armas. Os apresentadores discordaram sobre a decisão do Senado em dar parecer favorável a suspensão do decreto de armas feito pelo Governo Federal, gerando um clima tenso entre eles durante o programa matutino.

“Preciso admitir que estou satisfeita com esse resultado, porque eu não acredito no ‘bang-bang’ entre as pessoas. Eu acredito que a defesa do cidadão e da população é uma obrigação do Estado. E é óbvio que o lobby da bancada da bala aplaude e faz muita força para que essa história mude. Mas eu acho que é andar para trás”, opinou Silvia Poppovic.

Lacombe prontamente resolveu falar e discordou da sua colega de emissora, lembrando os motivos que fizeram o presidente Jair Bolsonaro ser eleito em novembro do ano passado, derrotando o petista Fernando Haddad no segundo turno.

“O Governo venceu com uma plataforma liberal-conservadora, defendendo a posse e o porte de arma. A gente tem o porte e a posse de armas proibida no Brasil há vários anos e a violência só cresce. Há dados que mostram que estados americanos, que o porte de armas é permitido, tem índice de violência inferior a aqueles que não permitem. Então é uma questão de liberdade individual. Silvia não quer ter arma. Eu, talvez, também não quero ter arma, mas acho que, a partir do momento que a segurança pública não é efetiva, nós não temos no Brasil segurança pública para defender os cidadãos como nós gostaríamos”, ressaltou o jornalista. “Do que adianta você proibir o porte de armas se os bandidos não seguem lei nenhuma. Eles vão ter sempre acesso as armas”.

“A Silvia discorda sobre isso. Não sou a favor da violência, não quero o ‘bang-bang’, mas tudo feito com sensibilidade e cuidado pode funcionar.. Sempre dentro da lei”, concluiu.

Choro com Mirandinha

Na semana passada, o apresentador chorou com o quadro “Doce Veruska”, apresentado por Veruska Boechat. A viúva de Ricardo Boechat mostrou a história do ex-jogador Mirandinha, que atuou em clubes como o Botafogo, Santos e Palmeiras nas décadas de 80 e 90. Ele conseguiu construir patrimônio, mas perdeu tudo.

Na atração, Lacombe se emocionou. Ele relembrou que viveu momentos marcantes com seu pai vendo Mirandinha jogar pelo Botafogo no Maracanã. "Meu pai se foi muito novo. Não vou conseguir falar. Toda vez que eu lembro de estar no Maracanã com meu pai, desculpa... Meu pai morreu com 41 anos, na minha frente. E os melhores momentos foi no Maracanã, com o Mirandinha, naquele momento especial do Botafogo", disse.

Mirandinha foi o primeiro jogador brasileiro a ser contratado para jogar em um time inglês: o Newcastle. Claro que o episódio virou notícia e repercutiu.

Luís Ernesto Lacombe x José de Abreu

O ator da Globo e Luís Ernesto Lacombe protagonizaram um bate-boca “telefone sem fio”. O apresentador do “Aqui na Band” comentou no começo da semana a confusão entre Zé de Abreu e a autora Glória Perez nas redes sociais, saindo em defesa da criadora da novela “O Clone”.

“José de Abreu é uma pessoa muito desorientada não tem a menor ideia do que é democracia. Não aceita ninguém que tenha opiniões contrarias a dele. Eu fico muito impressionado, é algo que sempre penso, vamos lembrar o Willian Waack que fez realmente um comentário infeliz, racista, que teve o contrato rescindo e foi dispensado. José Mayer foi acusado de assédio sexual e também foi dispensado", disparou.

O global não se calou e resolveu rebater o ex-colega de emissora pela sua conta pessoal do Twitter. ““Vejam quem me ataca: Gentilli, Sonia Abraão (sic), Alexandre Frota, Narizinho Nunes, e agora esse demitido Lacombe, que foi tirado até do próprio programa! E o ibope dele é o 5o, perde até da Cultura! To de boa”, postou.

No dia seguinte, em entrevista exclusiva ao NaTelinha, Lacombe declarou que não pediu a demissão de José de Abreu, mas queria entender o “dois pesos e duas medidas”. “Eu não consigo entender. Eu acho que o ambiente democrático faz com que as pessoas sejam obrigadas a conviver com o contrário, com ideias opostas a dela. Por que algumas pessoas são enquadradas e outras não? Há um perdão a ele que eu estranho. Não quero a cabeça dele não, quero o William Waack, o José Mayer e o Mauro Naves de volta”.

Mas Zé de Abreu não se deu por vencido e retrucou novamente o posicionamento do jornalista, explicando como funciona a conduta de ética da Globo. ““Uso simplesmente meu direito constitucional de livre expressão. E outra: Uma pesquisa no Google mostra que 'a Globo não interfere na vida pessoal de seus contratados'. Tenho dito. (Soube agora que ele disse que não pediu minha demissão, uma atitude deplorável)”.

Defesa ao ex-colega Mauro Naves

Nana Rude noticiou o desligamento de Mauro Naves da Globo. O repórter foi demitido após trabalhar 31 anos na emissora. Seu nome foi envolvido na polêmica do caso de suposto estupro de Neymar. Sem papas na língua, Lacombe saiu em defesa do antigo colega de canal.

"Há duas histórias que eu já ouvi: uma delas é de que o Mauro intermediou o encontro  com a promessa que teria uma exclusiva sobre o caso. Se neste primeiro encontro entre o primeiro advogado da Najila [Trindade] e o pai do Neymar houvesse um acordo, ele não teria matéria. Como é que você faz uma intermediação em formade exclusiva de algo que talvez não houvesse?", iniciou o apresentador.

"Me desculpem falar sobre isso, mas a Globo tem reduzido seus custos, principalmente no esporte. Tem gente que diz que aproveitaram uma situação e o Mauro, com certeza, tinha um dos maiores salários da Central Globo de Esportes. Normalmente se faz um acerto entre as duas partes, mas é um momento difícil pra ele, que é uma pessoa bacana, um cara querido, chamado de presidente por todos os jornalistas", concluiu.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, ele questionou os "dois pesos e duas medidas" na Globo e pediu o  retorno de Mauro Naves para a emissora. "Eu acho que o ambiente democrático faz com que as pessoas sejam obrigadas a conviver com o contrário, com ideias opostas a dela. Por que algumas pessoas são enquadradas e outras não? Há um perdão a ele [José de Abreu] que eu estranho. Não quero a cabeça dele não, quero o William Waack, o José Mayer e o Mauro Naves de volta"

Marrone e o sushiman

Na última sexta-feira (12), era exibido o quadro "Sobe e Desce da Moda", a comentarista Nathalia apresentou o look das celebridades e pediu a participação dos apresentadores. Lacombe escolheu o quadro número um e apareceu a imagem do cantor Marrone, que faz dupla com Bruno. Com uma roupa preta, cheia de patrocínio, o sertanejo não agradou o comunicador do "Aqui na Band".

"A camisa está dentro da calça, eu não gosto. Não gosto do excesso de grife e de marca aparecendo. Não gosto dos colares. Então desce", decretou. "Sabe o que parece? Um sushiman. Um cara que faz sushi num bar é assim", acrescentou.

Todos que estavam no palco deram risada e Silvia Poppovic quis amenizar o episódio. "Para! Para, fica quieto", falou aos risos.


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