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No ar em Além da Ilusão

Gaby Amarantos reclama de falta de diversidade na TV: "Nenhuma atriz tinha o corpo igual o meu"

"É muito importante ter mulheres negras e com diferentes corpos no ar", sugere


Gaby Amarantos em papel em Além da Ilusão
Gaby Amarantos é estreia da Globo em Além da Ilusão - Foto: Divulgação/TV Globo
Por Redação NT

Publicado em 10/02/2022 às 08:48:15,
atualizado em 10/02/2022 às 09:00:51

Com uma extensa carreira na música, Gaby Amarantos agora encara o desafio de fazer uma novela inteira. Ela está no ar em Além da Ilusão, novela que estreou na última segunda-feira (7). "Já tinha feito outros trabalhos como atriz, mas a novela é algo realmente totalmente diferente. Ela demanda muito mais. Estou praticamente imersa. Tem sido incrível", aponta ao jornal O Globo a estreante da vez, que também reclama da falta de diversidade na TV.

Na história, ela vive Emília, uma mulher pobre que quer se tornar uma cantora famosa no rádio. "Ser uma cantora famosa naquela época era ser uma cantora do rádio. Estou me conectando com a minha mãe e com as minhas avós a partir desse trabalho", diz.

A cantora reflete sobre avanços que o país teve desde aquela época. Como por exemplo, quando antigamente a mulher sair com o ombro à vista era motivo de escândalo. "Outra coisa é que hoje em dia não dependemos tanto dos outros para levar a nossa carreira adiante. Hoje em dia, a gente [mulher] é compositora, produtora, empresária... No entanto, muita coisa ainda precisa avançar, é claro."

Gaby Amarantos sonhava em ser atriz

Sucesso desde 2012, Gaby Amarantos sempre sonhou em ser atriz, mas lamenta que se sentia oprimida pela falta de diversidade na TV. "Nenhuma atriz de TV tinha o corpo igual ao meu. Neste sentido, é muito importante ter mulheres negras e com diferentes tipos de corpos no ar. Me sinto orgulhosa de poder inspirar outras meninas. Quero continuar e poder cada vez mais fazer personagens poderosas", projeta.

Pela novela, Gaby vive no Rio de Janeiro, mas tem residência em São Paulo. Enquanto passa essa temporada na capital carioca, tem conseguido viajar com frequência para Belém, onde mora parte da família, incluindo o filho Davi, de 13 anos. "A saudade é enorme, mas a tecnologia ajuda", diz.

"O que não dá para matar a saudade é do lugar mesmo. E eu preciso demais me conectar com a minha floresta, me banhar naquelas praias de água doce, tomar o açaí de lá. Neste ponto, pelo menos, o Rio de Janeiro me ajuda. Sinto menos saudade de Belém estando no Rio do que em São Paulo, porque o Rio tem muita natureza também", compara.

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