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Enfoque NT

Melhor edição da história, BBB20 é marcado por Teste de Fidelidade e revolta feminina

BBB20 contou com arcos narrativos marcantes e dinâmicas precisas para tornar o jogo mais interessante

Os 18 participantes que começaram no BBB20
Os 18 brothers que iniciaram o BBB20 - Reprodução/Globoplay
Thiago Forato

Publicado em 28/04/2020 às 00:30:00

Uma eternidade para alguns e um sopro para outros. O BBB20 chegou ao final na noite desta segunda-feira (27) consagrando Thelma como campeã com 44,10% dos votos.

A final 100% feminina reflete aquilo que foi o programa: dominado por elas. Como bem anunciou Tiago Leifert na edição de domingo (26), as mulheres venceram 12 das 17 provas principais do jogo, dando uma lavada nos homens.

Na festa do top 10, no dia 1º de abril, a supremacia feminina também era flagrante. Somente Babu sobreviveu. Bianca foi a única mulher que havia sido eliminada até então, na quinta semana.

O escabroso Teste de Fidelidade e suas consequências

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A principal narrativa do BBB20 começou a ser desenhada ainda em janeiro, numa reunião entre os "parças" Petrix, Guilherme, Lucas, Prior e Hadson do lado externo da casa. O assunto? Mari e seu poder de sedução.

Ninguém da casa soube, mas Guilherme foi quem levantou a bola. E acabou esquecido pelos cartazes levados a Ivy e Daniel na Casa de Vidro. Só se falava em Petrix, Hadson e Lucas.

O ginasta era o "chefe da gangue" como disse a modelo mineira em sua chegada à casa. Hadson disseminou o Teste de Fidelidade e revelou à Marcela e Gizelly seu plano fadado ao fracasso: usar Lucas para fazer com que as comprometidas do programa, como Mari, errassem e se queimassem aqui fora.

Lucas não sabia desse plano torto, mas soltou uma frase que pegou mal. "Não comi [Mari] porque não estava com fome", ironizou o fisioterapeuta numa conversa no Quarto do Líder nos primeiros dias. A frase foi escrita em cartazes e levada até o confinamento por Ivy e Daniel.

Caça às bruxas

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A partir disso, se iniciou um grande caça às bruxas contra os homens. A política das mulheres em não votarem entre si perdurou por grande parte do jogo, mas o que ninguém contava é que além das informações estarem incompletas, elas ficaram defasadas. Falta de aviso não foi...

A medida que a Comunidade Hippie, um grupo de afinidade formado por oito pessoas que não se votavam, serviam de régua moral dentro da casa, Prior e Babu ganhavam ares de perseguidos e favoritismo. Não por acaso, foram os dois últimos homens eliminados.

Queda de favoritismo

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Na segunda semana, Marcela vencia as bolsas de apostas para faturar R$ 1,5 milhão e acumulava mais de dois milhões de seguidores no Instagram.

A informação foi repassada e caiu como uma bomba dentro do BBB20. Quem votaria em Marcela? Quem ousaria?

Entrando obstinado ou não, Daniel colou em Marcela e conseguiu engatar em um relacionamento com a obstetra. O ator gaúcho, no entanto, teve péssimo desempenho.

Avesso ao cumprimento de regras, viu todos do grupo passarem a mão em sua cabeça, enquanto Prior e Babu apontavam seus erros, gerando ainda mais torcida do público, já que eles eram os únicos a fazer isso.

Daniel foi um dos responsáveis por fazer o favoritismo de Marcela evaporar.

A grande rivalidade do BBB20

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Embora as mulheres tenham dominado o jogo, a maior rivalidade do programa foi protagonizada por Felipe Prior e Pyong Lee.

Depois que o arquiteto viu seus amigos saírem, chamou a responsabilidade do jogo para si e lutou contra tudo e contra todos. A torcida do espectador cresceu por ele, talvez, justamente por isso: em função do tesão pelo jogo e por não desistir daquilo que acreditava.

O coreano tinha em suas mãos a maioria de votos e era o principal articulador. Ainda assim, saiu primeiro que Prior. A soberba de Pyong não pegou bem e fez com que ele desse adeus prematuramente ao BBB20, na oitava semana.

Duas semanas depois, foi a vez de Prior. Daí em diante, restou Babu, que lutou até onde conseguiu, tendo sobrevivido a nove paredões. Não resistiu ao décimo e ficou em quarto lugar.

As finalistas

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Manu, Rafa e Thelma estão juntas há várias semanas, mais ou menos desde que Pyong saiu, dividindo a Comunidade Hippie em dois grupos.

A cantora entrou achando que o BBB era um retiro espiritual, mas acordou para o game depois do Quarto Branco, no início de março. Protagonizou o paredão do bilhão no dia 31 do mesmo mês.

Rafa teve uma breve rivalidade com Bianca, que chegou ao fim com sua saída precoce, mas sempre se posicionou. E julgou. Julgou muito. Alguns se identificam, outros torcem o nariz.

Já Thelma sempre obteve posicionamentos precisos e pontuais, mas é fato que se esperava muito mais dela em alguns momentos. Teve uma primeira liderança apagada e questionável no que tange a escolhas, mas chegou até a final.

Dinâmicas que fizeram a diferença

A produção do BBB20 não deixou a disparidade numérica da Comunidade Hippie dominar. Criou novas dinâmicas e bagunçou o jogo como pode.

Contra-golpe, divisão de grupos, consequências de Prova do Líder... Tudo para tentar não cair no óbvio. E conseguiram.

Diante de arcos narrativos tão marcantes e mecânicas inventivas, o BBB20 chega ao fim, certamente, como a melhor temporada da história e deixará saudades.


Thiago Forato é jornalista e escreve diariamente para o NaTelinha. Assina a coluna Enfoque NT desde 2011. Converse com ele pelo e-mail thiagoforato@natelinha.com.br ou no Twitter, @tforatto

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