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Mariana Ximenes comenta volta das gravações na Globo: "Todo retorno é uma dádiva"

Atriz, que comemora 40 anos nesta segunda-feira (26), vive a Condessa de Barral em Nos Tempos do Imperador, próxima novela das 18h

Mariana Ximenes como Luísa, a Condessa de Barral, em Nos Tempos do Imperador, próxima novela das 18h na Globo
No aniversário de 40 anos, Mariana Ximenes deseja vacinas para todos e políticas de proteção ao meio ambiente - Foto: Divulgação/Globo
Walter Felix

Publicado em 26/04/2021 às 05:30:00

Mariana Ximenes encara a chegada aos 40 anos como um convite à reinvenção. Para a aniversariante desta segunda-feira (26), o novo ciclo traz questionamentos, reflexões e a continuidade de um trabalho que começou há dois anos. Ela se prepara para voltar ao ar em Nos Tempos do Imperador, próxima trama das 18h, cujas gravações, retomadas na última semana, já foram interrompidas duas vezes por conta da pandemia.

A atriz encara com tranquilidade as idas e voltas na pele de Luísa, a Condessa de Barral, como revela em entrevista exclusiva ao NaTelinha: "Entendi que temos que nos adaptar a esse momento e nos unir para não deixar a peteca cair! Todo retorno é uma dádiva, fico muito feliz por estar realizando um projeto. Estar trabalhando é maravilhoso! A cada volta surge um entusiasmo contagiante em toda equipe, bonito de ver e sentir".

Sua personagem na próxima trama das seis foi criada na França e movimenta a Corte ao voltar para o Brasil. "É muito gratificante poder interpretar uma mulher que era à frente do seu tempo, que batalhava por uma mudança no padrão de comportamento da época. Luísa luta também contra o racismo, contra o governo corrupto, pela liberdade das mulheres.... Há discursos dela que são muito atuais. Tem vezes que me emociono com certas falas".

Um papel totalmente diferente da Tacinha de Haja Coração (2016), que estava em reprise na Globo até o mês passado. Durante a pandemia, Mariana Ximenes revisitou e curtiu, na companhia da mãe, esse e outros papéis, que voltaram com as reprises na TV e no Globoplay. O período também mostrou à artista, com mais de 20 anos de carreira, que o futuro escapa do nosso controle, como ela reflete na entrevista a seguir.

Leia a entrevista com a atriz Mariana Ximenes na íntegra


Mariana Ximenes contracena com Selton Mello e Letícia Sabatella em Nos Tempos do Imperador - Foto: Divulgação/Globo

O que pode nos contar sobre Luísa, a Condessa de Barral, de Nos Tempos do Imperador?

É uma mulher que nasceu no Recôncavo Baiano, mas foi para França ainda muito jovem. Ela é uma mulher forte, culta e extremamente humana. Luta por uma sociedade mais igualitária. Volta para o Brasil para cuidar do Engenho de seu pai, após sua morte, quando é convocada para cuidar da educação das princesas Isabel e Leopoldina e vai chacoalhar a vida na Corte!

Como essa personagem se insere e se difere na sua carreira? Que fase ela vem marcar?

Ela é uma mulher madura, diplomática e muito ativa, que coloca seu ponto de vista com muita consciência, firmeza e elegância. Meu último personagem em novela foi a Tancinha [de Haja Coração, em 2016], que era irreverente, despachada e muito contemporânea. Luísa está me dando a oportunidade de visitar o século XIX, entender um pouco mais dessa fatia da história do Brasil.

É muito gratificante poder interpretar uma mulher que era à frente do seu tempo, que batalhava por uma mudança no padrão de comportamento da época. Luísa luta também contra o racismo, contra o governo corrupto, luta pela liberdade das mulheres.... Há discursos dela que são muito atuais. Tem vezes que me emociono com certas falas.

Os trabalhos em torno da novela começaram em 2019. Como tem encarado as idas e vindas do trabalho por conta da pandemia?

Tranquilamente. Entendi que temos que nos adaptar a esse momento e nos unir para não deixar a peteca cair! Todo retorno é uma dádiva, fico muito feliz por estar realizando um projeto. Estar trabalhando é maravilhoso! A cada volta surge um entusiasmo contagiante em toda equipe, bonito de ver e sentir!


Mariana Ximenes fez Chocolate com Pimenta (2003), A Favorita (2008) e Haja Coração (2016), reapresentadas durante a pandemia - Foto: Montagem NT

A pandemia também colocou muitas reprises no ar, como Haja Coração (na Globo), A Favorita e Chocolate com Pimenta (no Globoplay). Você reviu antigos trabalhos nesse período? Que percepção teve deles?

Revi todos e adorei! Tive tempo para poder rever com calma, curtir com minha mãe no sofá relembrando todas as histórias que vivi em cada trabalho. Chocolate com Pimenta fez 17 anos. A Favorita, 12. Curioso rever depois de tantos anos esses trabalhos que amei fazer e que foram muito marcantes na minha carreira, além da minha vida. Ganhei experiência, lembranças lindas e muitos amigos!

Acredita na máxima de que a vida começa aos 40?

Olha, ainda vou experimentar esses 40... Mais para frente eu te conto (risos). Penso que todo novo ciclo traz questionamentos, reflexões e te convida a uma reinvenção.

O que você espera desse próximo ano? Como gostaria de estar ao fazer 41?

Esse momento pandêmico reforçou ainda mais a ideia de que a gente não controla nada, a vida vai nos surpreendendo e é isso aí. Prefiro dizer que eu tenho esperança de ter um ano com vacina para todos, com mais atenção às questões sociais, mais respeito, mais igualdade, com políticas que protejam nosso meio ambiente... É assim que eu gostaria de estar ao completar 41.



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