Daniel César
TVxTV

Atuação da Semana: Em Pantanal, Alanis Guillen honra escolha e faz de Juma inesquecível

Atriz vem brilhando num papel difícil e icônico


Juma olhando para frente, como uma onça, em Pantanal
Alanis Guillen brilha como Juma em Pantanal - Foto: Reprodução/Globoplay

Quando a Globo confirmou quem viveria a Juma no remake de Pantanal, muita gente se assustou, afinal tratava-se de uma quase desconhecida. Passados pouco mais de um mês com a novela no ar, ninguém lembra disso porque Alanis Guillen brilha no papel da mulher-onça e mostra o talento que já se via desde sua primeira aparição na TV, prometendo transformar a personagem em mais uma no hall das inesquecíveis.

Interpretar Juma seria dificuldade para qualquer atriz, já que a personagem é uma das mais poderosas da história da dramaturgia brasileira. Mas Alanis tinha ferramentas para garantir uma construção que a distanciasse de Cristiana Oliveira em 1990, ao mesmo tempo que garantisse a memória afetiva para o público que havia assistido a primeira versão da trama, exibida na Manchete.

Desde que apareceu, ainda com a mãe Maria Marruá (Juliana Paes), Juma conquistou o Brasil pela construção oferecida por Alanis, uma atriz que já não havia surgido na TV com grandes arroubos e muitas caras e bocas (ela fez sua estreia em Malhação: Toda Forma de Amar, em 2019). A nova Juma é uma mulher que interpreta pelo olhar e que usa a qualidade da expressão para se transformar em onça.

Embora a memória do público garantiu o momento em que ela viraria onça, afinal é disso que todos se lembravam na trama, Juma sempre foi muito mais que uma mulher-onça. Pantanal trata-se de uma poderosa história de amor entre ela e Jove (Jesuíta Barbosa). E logo nos primeiros encontros, o casal mostrou uma química irresistível a tal ponto de ser assistida por 77 milhões de brasileiros.

Alanis Guillen parece ser a própria Juma em Pantanal

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Alanis é muito mais artista que celebridade, tanto que sua vida pessoal quase nunca foi alvo de manchetes sensacionalistas. Em cena, ela entrega tudo de si como Juma e não se parece em nada com uma personagem. Walter Avancini (1935-2001) costumava dizer que o bom ator era o que não interpretava, mas vivia. É isso que Guillen faz; quem assiste Pantanal não imagina ali uma atriz interpretando uma pretensa camponesa, mas enxerga apenas Juma porque vê verdade e se envolve com as emoções entregues.

Difícil fazer previsão de futuro num mundo tão complexo e num mercado em transformação como é a dramaturgia mundial. Mas se em Toda Forma de Amar, Alanis Guillen mostrou-se talentosa e um potencial alto, com Pantanal, ela se coloca no hall das grandes promessas do futuro. Não é de se estranhar se, em 20 anos, ao lembramos de Pantanal, comentemos como foi bem aquela que virou a melhor atriz do país.

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