Três Graças, Beleza Fatal, Vale Tudo: As novelas de 2025, da melhor à pior
Veja a lista com as seis tramas que estrearam neste ano, na TV e no streaming
Publicado em 30/12/2025 às 13:15,
atualizado em 30/12/2025 às 21:59
Seis novelas brasileiras estrearam ao longo de 2025. O ano começou com o arrasa-quarteirão Beleza Fatal, sucesso no streaming da HBO Max. A Globo colheu bons frutos com Dona de Mim e Êta Mundo Melhor!, na TV, e alcançou um bom resultado artístico com Guerreiros do Sol, no Globoplay. Houve também o controverso remake de Vale Tudo e, já no fim do ano, Três Graças dignificou, de fato, os 60 anos da emissora.
Confira, a seguir, a relação com as novelas de 2025, da melhor à pior – a lista considera apenas os títulos que estrearam neste ano:
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1. Três Graças

Três Graças ainda está longe de ser finalizada, mas o saldo do que se viu até aqui já é superior às demais atrações do ano. Não apenas pela qualidade da história em si, mas pelos personagens cativantes e pelo texto bem amarrado de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, com direção competente e inventiva de Luiz Henrique Rios.
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A começar por Sophie Charlotte, à vontade como a heroína Gerluce, nomes como Grazi Massafera (Arminda), Murilo Benício (Ferette), Andréia Horta (Zenilda), Arlete Salles (Josefa), além dos entrechos paralelos interessantes, garantem a atenção do espectador em frente à TV.
2. Guerreiros do Sol
Focada no cangaço, Guerreiros do Sol foi um grande acerto do Globoplay. Com status de superprodução, a novela foi escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, ousados na condução dessa história de personagens complexos, em um contexto onde violência e justiça estão sempre em convergência. A direção de Rogério Gomes tem grande qualidade técnica, com visual deslumbrante e filmagem inovadora.
Entre os destaques do elenco, o trio principal formado por Irandhir Santos (Arduíno), Isadora Cruz (Rosa) e Thomás Aquino (Josué), além de todo o grupo de cangaceiros; e ainda os romances entre Jânia (Alinne Borges) e Otília (Alice Carvalho) e entre Valiana (Nathalia Dill) e Padre Bida (Rodrigo Lelis).
3. Dona de Mim

A criatividade da autora Rosane Svartman, associada à boa direção de Allan Fiterman, garantiu a Dona de Mim o saldo positivo. A novela foi marcada por boas cenas dramáticas, apesar do excesso de violência para o horário e da narrativa que girou em círculos. Acabou prejudicada pela longa duração: só termina em janeiro, com quase 220 capítulos.
A escalação de Clara Moneke, boa atriz, divertida e carismática, foi um acerto. Suely Franco rouba a cena como Rosa, que sofre com o Alzheimer. Giovanna Lancellotti também chamou atenção na sequência em que Kami é violentada. Cláudia Abreu (Filipa) e Tony Ramos (Abel) deram o show de costume.
4. Beleza Fatal

Grande sucesso popular do ano – e vencedora do prêmio NaTelinha de melhor novela, pelo voto popular –, Beleza Fatal, da HBO Max, fez barulho suficiente para balançar o mercado audiovisual. Com uma história baseada em clichês e lugares-comuns típicos do formato, associada a transgressões no maniqueísmo, a novela de Raphael Montes, com direção de Maria de Médicis, conquistou uma legião de fãs.
A atuação histriônica, sem medo dos exageros, de Camila Pitanga fez da vilã Lola o grande destaque.
5. Êta Mundo Melhor!

Continuação de Êta Mundo Bom (2016), Êta Mundo Melhor! parecia fadada ao fracasso ao submeter o original à recusa dos atores em retornarem à cena para a nova história. Para dar continuidade ao enredo, foi preciso matar mocinhas e promover uma variedade de tragédias. Também excessivamente longa, só se salva do desastre total pela escrita despretensiosa de Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, com direção de Amora Mautner.
A surpresa no elenco, em geral de boas atuações, foi Jeniffer Nascimento (Dita), promovida à protagonista de uma novela para outra. Com graça e talento tanto como atriz quanto como cantora, ela deu conta do recado. Flávia Alessandra, novamente como a vilã Sandra, também se sai bem, assim como a presença de muitos veteranos da TV.
6. Vale Tudo

Foi impossível ficar indiferente ao remake de Vale Tudo. Amada por uns e odiada por outras, a novela assinada por Manuela Dias, com direção de Paulo Silvestrini, recebeu críticas por todos os lados. Ainda que uma infeliz adaptação do clássico de 1988, a trama gerou repercussão e agradou parte do público, com uma variedade de cenas virais – muitas vezes, pelo conteúdo duvidoso e de mau gosto.
Alguns nomes conseguiram se salvar. Débora Bloch e Alexandre Nero encontraram o tom dos vilões Odete Roitman e Marco Aurélio. Taís Araujo, destaque absoluto no início, viu sua protagonista Raquel perder espaço. E Bella Campos criou uma Maria de Fátima à sua maneira, à altura da novela.