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Por que acreditar que a nova temporada do No Limite pode bombar

Fracasso em 2009, reality tem teste para saber se pode continuar na grade nos próximos anos


André Marques no novo No Limite
André Marques comanda a nova temporada do No Limite - Foto: Divulgação/TV Globo
Por Thiago Forato

Publicado em 11/05/2021 às 04:44,
atualizado em 11/05/2021 às 09:25

A Globo estreia a nova temporada do No Limite nesta terça-feira (11), depois de Império. Mas por que acreditar que uma nova edição, depois de 12 anos, pode ter um desempenho melhor daquela apresentada em 2009, que chegava a perder para A Fazenda, e voltar a ser apresentada de maneira regular, todos os anos?

O primeiro fator é o próprio tempo e ao tratamento que a Globo vem utilizando para promover a nova temporada. Com a frase de que a paixão do brasileiro por reality começou ali, no longínquo ano 2000, ela tenta resgatar no imaginário do público as cenas daquele reality que marcou todo o país há 21 anos e chamar a atenção dos mais jovens que vão querer descobrir porque o No Limite fez tanto sucesso no passado.

O tempo entre uma edição e outra também pode ter sido suficiente para que o formato descanse e que o público agora se interesse novamente por ele. Em 2009, sofreu com a concorrência de A Fazenda e não despertou a curiosidade do público, mesmo depois de um hiato de oito anos entre a terceira e quarta temporada.

A final exibida em 27 de setembro de 2009 rendeu à Globo apenas 17 pontos de audiência, a pior de todas as finais. Em 2000, o reality vencido por Elaine Melo anotou 50 pontos, enquanto nas duas edições seguintes, marcou 41 e 37, respectivamente, nos seus episódios derradeiros. Isto é, 66% de queda em relação à primeira final transmitida.

Embalo do BBB e novo dia

Por que acreditar que a nova temporada do No Limite pode bombar

Para tentar atiçar ainda mais o público, a Globo resolveu colocar ex-BBBs, temendo um fracasso semelhante àquele de 2009. Reunir rostos conhecidos é uma maneira de tentar diminuir a margem de erro, sobretudo de um reality que reviveu em 2020 em uma edição histórica e que continuou em alta em 2021.

Tudo isso apenas uma semana depois do BBB21 ter chegado ao fim e consagrado Juliette como a grande campeã. E exatamente na terça-feira, dia em que o Big Brother conhece seu eliminado da semana.

No domingo depois do Fantástico, No Limite teria menos efeito, como teve em 2009. Além disso, não haverá, ao menos em tese, tempo hábil para deixar o público órfão nas noites de terça-feira, ainda que aos domingos, a Globo passe a exibir um especial com o eliminado da semana.

Se em 2009 a emissora acabou enterrando o formato por conta do desinteresse do telespectador, essa será a grande prova de fogo do No Limite para saber se ainda há espaço para ele. Com um bom marketing realizado, o reality de André Marques terá 11 episódios e sua final exibida em julho.

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