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O Observador: O "exclusivo" é pra mostrar o sucesso de Marcelo Rezende

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"Põe exclusivo, minha filha" virou um dos bordões de Marcelo Rezende - Foto: Divulgação/TV Record
Redação NT

Publicado em 06/06/2013 às 09:48:32

Sempre fui a favor da volta de programas policiais sérios na Record – friso o ‘sério’ por haver na mesma Record outras atrações travestidas de policiais, mas de tão ridículas, não merecem ser citadas. Esse tipo de jornalismo está no DNA da emissora e é necessário ter espaço para ele em sua grade.

Mas, mais do que isso, a chegada de Marcelo Rezende foi providencial. O jornalista dividiu em antes e depois esse tipo de jornalismo no canal.

Sob o comando de José Luis Datena, o reformulado “Cidade Alerta” chegou como uma cópia do “Brasil Urgente” e, talvez por conta disso, houve certa rejeição por parte do público. E outro detalhe que pode explicar o fraco rendimento de Datena na Record: os índices de Ibope conquistados na Band, responsáveis por levá-lo à emissora concorrente, eram relevantes somente se considerarmos eles na Band.

O apresentador seguiu com a mesma boa audiência na Record, mas na nova casa ela já não era considerada tão “boa” assim. A crise veio, Datena rescindiu contrato e o “Cidade Alerta” foi condenado à forca, como se fosse o verdadeiro culpado pelo fracasso.

Eis que surge na frente da TV todos os dias o respeitado jornalista Marcelo Rezende, contratado para ocupar o lugar há muito tempo vago, deixado por Roberto Cabrini na Record. Mais do que simplesmente assumir um dos mais tradicionais programas policiais da TV brasileira, Marcelo Rezende deu o seu próprio tom ao “Cidade Alerta” e o transformou em algo novo, que chama a atenção do telespectador.

E quem não concorda, convido a assisti-lo somente por alguns minutos. Porque é necessário pouco tempo para constatar que o apresentador quebrou o protocolo e conseguiu unir humor à rotina de notícias sérias e desagradáveis, com bastante sutileza, sem que para isso a credibilidade do programa corresse risco de ser quebrada.

As tiradas de Rezende, os bordões que o apresentador criou, os comentários sarcásticos dele com repórteres e, sobretudo, seu companheiro de estúdio, Percival de Souza, além do jeito irreverente de falar com a produção do jornalístico foram fatores providenciais para que o “Cidade Alerta” se tornasse o programa mais visto da Record em todos os dias que vai ao ar.

Coisa de profissional dá trabalho pra fazer. Por isso, é importante o exclusivo na tela.

 

Comente o texto no final da página. E converse com o colunista: brenocunha@natelinha.com.br / Twitter @cunhabreno
 

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