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Consolidada no Mulheres, Regina Volpato diz que sua carreira é marcada por golpes de sorte

Recentemente, a apresentadora completou quatro anos à frente do vespertino da TV Gazeta


Regina Volpato de vestido vermelho, sentada no sofá do cenário do Mulheres
Regina Volpato em clique feito no estúdio do Mulheres - Nicole Mingoranci/TV Gazeta
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 25/03/2022 às 05:07:00,
atualizado em 25/03/2022 às 11:27:00

Estava no lugar certo, na hora certa. É assim que Regina Volpato define sua trajetória e diz que, aos 54 anos, já entendeu o que a vida quer para ela. Desde 2018 no Mulheres, a apresentadora afirma que não sentiu receio ao topar o desafio de assumir o programa após a saída de Catia Fonseca, que já estava há 15 anos no posto, e que a TV Gazeta apostou nessa mudança. "Não foi algo planejado, aconteceu de repente, mas a minha carreira é marcada por isso. Eu digo que são golpes de sorte. Quando eu saí do BandNews, cobrindo guerra, para ir para o Casos de Família, também era o momento em que eles queriam uma pessoa nova, uma cara nova, que tinha experiência no jornalismo, e eu fui. Sempre fui sem direito a errar", conta, em entrevista exclusiva ao NaTelinha em seu camarim, após mais uma edição do programa, na última terça-feira (22).

A comunicadora destaca que sempre teve que fazer testes e conquistar as posições que ocupou, então se acostumou a se sentir desafiada. "Eu acho que fico mais esperta e criativa. Quando fico acomodada, vou com a guarda baixa. Quando tem um desafio, falo 'tenho que dar o meu melhor todos os dias'. Pra eu desenvolver habilidades que eu não tinha é boa essa experiência. Quando a gente fica acostumada, quando fica muito fácil, quando vai assim, no automático, a hora que perdeu a graça, tudo fica mais difícil, mais pesado, mais custoso", ensina.

Inicialmente, Regina chegou ao Mulheres para ficar apenas um mês, mas seu desempenho foi bem avaliado e ela foi efetivada no comando da atração. Quatro anos depois, a apresentadora vê que conseguiu imprimir sua cara no programa. "Foi uma coisa involuntária. O meu ritmo, as minhas pausas, o meu jeito de ouvir, o meu jeito de esperar a pessoa concluir o raciocínio pra depois fazer a pergunta. Esse é meu jeito e, se você for ver, na minha carreira, eu sempre fui assim. Se eu tiver que escolher entre ouvir ou falar, eu vou preferir ouvir. Esse meu ritmo é diferente do Clodovil (1937-2009), da Catia, da Claudete [Troiano], da Ione [Borges]... É diferente o ritmo de pensar, de reagir", argumenta.

Volpato divide esse período em duas fases. Na primeira, de 2018 a 2020, ela diz que a missão era dar uma nova roupagem ao Mulheres. Na segunda, nos dois últimos anos, a atração teve que se reinventar por conta da Covid-19. 

"Quando estava tudo nos eixos, tudo ajeitadinho, veio a pandemia. Como fazer esse programa com essa restrição toda, mas sem perder as características? O Mulheres é muito contato direto, é olho no olho, é o que acontece de imprevisto... E a gente teve que usar muita entrevista remota, muita matéria gravada, com máscara. O desafio foi a gente não perder o "quentinho" que o programa oferece, apesar dessa distância que foi imposta. Eu acho que vencemos com sucesso", celebra.

"Conseguimos continuar sendo o Mulheres, sem perder as características. Foi um tremendo desafio, mas eu acho que o saldo é positivo. Até porque, nós incorporamos algumas coisas que antes a gente não usava porque o público não estava preparado, ou nós não estávamos preparados. Outro dia a gente fez uma pauta e eu conversei com uma moça que estava lá do outro lado do mundo, e não ficou frio, não ficou distante. A necessidade nos obrigou a desenvolver a criatividade e acho que a gente sai desse período com mais jogo de cintura", ressalta.

Regina Volpato diz que o público do Mulheres rejuvenesceu

Consolidada no Mulheres, Regina Volpato diz que sua carreira é marcada por golpes de sorte
Regina Volpato entre Fefito e Tutu no cenário do Mulheres - Reprodução/Instagram

Por estar há 41 anos no ar com o mesmo formato, Regina Volpato considera o Mulheres um case de sucesso. A apresentadora diz que o público sabe o que vai encontrar ali ao ligar a televisão e, quando pequenas alterações são feitas, reclama. "E eu falo 'reclama mesmo, porque se eu tivesse em casa eu não ia gostar'", brinca. "Tanta coisa já aconteceu, tanta coisa acontece, e o Mulheres é do mesmo jeito. É culinária, é prestação de serviço, é pauta médica, é fofoca. Eu adoro comunicação popular, desde quando eu tava na faculdade. Pra mim, comunicação é um canal aberto", diz.

"Sabe o porto seguro? Sabe quando você volta pra um lugar em que você já esteve várias vezes? É um lugar confortável, que te acolhe. Eu era telespectadora do Mulheres e é isso. E tem uma preocupação porque a gente sabe que tem senhoras assistindo com os netos, tem adolescentes... Eu acho que o público do programa deu uma rejuvenescida, renovou. A gente leva em consideração que não são só as senhorinhas. Tem uma galera jovem que gosta das pautas. É importante o que a gente fala porque o leque das pessoas que estão nos ouvindo é muito grande. A gente não fala só pra um público. Até porque, o programa se chama Mulheres, mas essa questão de gênero é muito discutível. Pelo menos na minha cabeça, identidade de gênero é uma coisa que eu já venho questionando desde 2016 quando eu criei o meu canal. Eu sei que o espectro é grande e eu sei pra quem eu tô falando", pontua ela.

Ao vivo, quatro horas por dia, cinco dias por semana, Regina admite que precisa estar inteira para não deixar os telespectadores com sono. "Eu não tenho esse direito porque sou a ponta da lança de uma equipe que trabalha muito. Eu apresento um programa que é muito importante pra essa emissora, eu tenho noção disso. Então, eu não posso me dar ao luxo de deslizar, eu não posso me dar ao luxo de fazer de qualquer jeito, ou com preguiça. Tem muita gente envolvida e eu sou a cereja do bolo, eu não posso afundar o bolo", observa, ressaltando que se sente cada dia melhor.

"Só me sinto mais motivada. Todo dia é um desafio e eu acho o programa super gostoso. Até a fofoca, que nunca foi a minha praia, e talvez nunca seja, porque eu tenho outros interesses e o dia tem só 24 horas, o que eu acho pouco, já gosto de fazer muita coisa... Eu fico sabendo da fofoca no programa, eu venho para me informar no programa. Tem essa coisa 'ah, a Regina não sabe das fofocas'. Não sei, mas eu sou muito bem amparada por profissionais que sabem. O Leão Lobo é um ícone. Pra que eu vou me informar se eu tenho o Leão aqui?", finaliza.

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