Reestruturação

TV Gazeta muda grade, acaba com Fofoca Aí e Mulheres ganha mais tempo

A partir do dia 21, Fofoca Aí e Cozinha Amiga não farão mais parte da grade da emissora


Regina Volpato de vestido azul no cenário do Mulheres, da TV Gazeta
Regina Volpato assumiu o Mulheres no início de 2018 - Reprodução/Instagram

A partir do fim de janeiro, os telespectadores da TV Gazeta vão se despedir de dois programas: Fofoca Aí e Cozinha Amiga. Conforme apurou o NaTelinha, o vespertino que traz notícias dos famosos, apresentado por Fefito, Leão Lobo, Tia (Guilherme Uzeda) e Tutu, fica no ar até o dia 21 de janeiro. Nesta mesma data, a atração de culinária comandada por diversos chefs, que está sendo reprisada, também chegará ao fim.

Com isso, o Mulheres, que atualmente tem três horas de duração, ganhará uma hora a mais. O programa de Regina Volpato voltará a ocupar a faixa das 14h às 18h na grade de programação da emissora paulistana. Internamente, acredita-se que essas mudanças estejam sendo feitas justamente para aumentar o faturamento das tardes da Gazeta, já que é mais fácil e mais caro vender merchandising para o programa.

Na nova programação da emissora, o Revista da Manhã, apresentado por Regiane Tápias, ganhará mais meia hora de duração, assim como o Você Bonita, de Carol Minhoto.  Ninhumaguém da emissora ainda foi comunicado da decisão.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da emissora confirmou que estão avaliando alterações na programação. "A TV Gazeta informa que existe um projeto de reestruturação da grade em fase de estudo e construção. Assim que o projeto for definido, as novidades serão anunciadas por meio dos nossos canais oficiais", diz o posicionamento.

Ninguém do Fofoca Aí foi comunicado sobre o fim do programa.  A atração sobre a vida das celebridades ficava entre os três programas mais assistindo da TV  Gazeta.

Com Covid-19, apresentador da Gazeta teve sensação de que estava morrendo: "Dias horríveis"

O apresentador Arthur Pires, mais conhecido como Tutu, integrante dos programas Fofoca Aí e Mulheres, da TV Gazeta, venceu a Covid-19. No fim de agosto, ele foi internado e passou 11 dias no hospital, seis no quarto e cinco na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em entrevista ao NaTelinha, o comunicador de 27 anos revela que não tinha forças nem sequer para usar o celular e, durante a internação, teve a certeza de que iria morrer.

“Os cinco dias de UTI foram dias horríveis. Não foram dias confortáveis ou com sintomas leves. Precisei receber até 80% de oxigênio porque o meu pulmão estava funcionando apenas 20% da capacidade. Nesses dias, pensei: ‘Acabou. É isso, não tem mais o que fazer. O vírus me pegou de uma forma muito fatal e já era’”, relata Tutu, que já voltou ao trabalho na Gazeta. Ele recebeu alta em 4 de setembro, quando usou a rede social para agradecer a equipe médica.

“Eu não tinha força nem para levantar o celular. Não conseguia digitar porque me dava falta de ar. Parece esquisito, mas eu não conseguia fazer o menor esforço. Passei dias usando fralda, porque não conseguia levantar para ir ao banheiro. Qualquer esforço mínimo, minha saturação poderia cair e isso faria com que eu fosse intubado".

Tutu conta que, em vários momentos, revisou passagens de sua vida. “Foram dois dias basicamente em total silêncio, sem conseguir falar, refletindo sobre tudo que eu já fiz. Pensava também em tudo o que eu não fiz, o que eu falei e o que deixei de falar, planos futuros e planos adiados. Tudo isso passou na minha cabeça de uma forma muito rápida. Sabe um trailer? Todo mundo na vida já imaginou uma situação assim, em que passa um filme na cabeça, e isso de fato aconteceu".

Para a recuperação, o apresentador passou por fisioterapia respiratória. “Os médicos me falaram muito que o fato de eu ter tomado a primeira dose foi o que me salvou de não ser intubado. Mesmo 50% da capacidade da vacina foi suficiente para me ajudar. Por isso, é tão importante que as pessoas se vacinem e continuem se protegendo. Máscara e álcool em gel são itens obrigatórios.”

“Sentir falta de ar é horrível. Você puxar o ar e ele não vir é angustiante. O desespero é muito grande. Depois, é incrível como você passa a valorizar o simples ato de respirar. As pessoas devem entender que o coronavírus não é uma gripezinha, nunca foi uma gripezinha, e também precisam ter mais empatia principalmente por quem passou por isso".

 

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