Documentário

Estupro, abuso de drogas e mais: Os bastidores obscuros dos Menudo

Documentário da HBO Max desvenda os bastidores mais nefastos por trás do sucesso de Menudo, a boy band latino-americana que revelou Ricky Martin


Uma das últimas formações dos Menudo
Uma das últimas formações dos Menudo; banda acabou de vez no final dos anos 1990 - Foto: Reprodução

Com mais de 20 anos de carreira e cerca de 32 integrantes em todas suas formações, o Menudo foi um grupo latino-americano que fez muito sucesso durante o fim da década de 1970 até a metade dos anos 1990. No entanto, os jovens garotos não experimentaram apenas o sucesso durante a passagem no projeto. Estupro, abuso de drogas e negligência são alguns dos lados negativos que os rapazes tiveram que lidar ainda na juventude. Parte destes depoimentos estão no documentário Menudo: Forever Young, da HBO MAX.

Lançado em junho na plataforma de streaming, o título norteia  a criação do projeto musical desde a concepção com o empresário Edgardo Diáz. Antes da empreitada, ele havia trabalhado com o grupo musical La Pandilla e se encantado com o sucesso das crianças. Infelizmente, a equipe se separou após terem crescido e não serem mais atrativos comercialmente.

Diáz, então, bolou uma estratégia bem sucedida para criar os Menudo em Porto Rico: assim que os rapazes faziam 16 anos, eles eram trocados por crianças mais novas. Tudo para que o time se tornasse sustentável por muitos anos.

Estupro, abuso de drogas e mais: Os bastidores obscuros dos Menudo

Muito trabalho, pouco dinheiro

No entanto, aos poucos, os membros do grupo haviam percebido que Edgardo poderia não ser uma boa pessoa. Carrasco, ele fazia os adolescentes trabalharem demais e não os compensava honestamente no final do mês.

A partir da segunda formação do Menudo, cada membro ganhava um salário que correspondia ao trabalho em cima dos palcos. No entanto, essa não era a única forma de renda dos garotos: o grupo tinha as vendas de discos, merchandising e mais.

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Depoimentos tristes

Um dos primeiros ex-membros que foram a público para falar sobre o real comportamento do chefe foi Raphy Rodriguez em 1991. Ele chegou a mencionar em entrevistas que Diáz batia nos meninos para que suas vontades fossem feitas.

Enquanto isso acontecia, quatro membros da boy band decidiram deixar o projeto em conjunto. Eles alegaram que o ex-empresário não cumpria com os contratos, além de ter um péssimo comportamento e promover um ambiente recheado de predadores sexuais.

Já o fotojornalista Bollivar Arellano foi mais longe e disse em veículos porto-riquenhos que viu Díaz abusar sexualmente dos garotos, além de ser conivente com o uso de drogas na boy band. No entanto, Arellano acabou preso por difamação.

Um ano antes, em 1990, Sergio Blass e Rubén Gomez foram pegos no aeroporto de Miami com porte de drogas. Na época, eles foram expulsos do grupo pois Edgardo Díaz alegou que eles estavam desrespeitando o legado do grupo musical.

No documentário, inclusive, Sergio contou o motivo que o fez começar a se drogar. O rapaz passou a ser maltratado pelo ex-chefe quando atingiu a puberdade ao ponto de perder até espaço dentro do Menudo. Abusado emocionalmente, ele descontava a raiva nos entorpecentes.

Plano triste

Apesar do empresário estar em um furacão de acusações, ele se preparou para dar a volta por cima. Ele aproveitou que Raphy estaria no programa norte-americano, O Show de Cristina, para rebater ao vivo as acusações do rapaz sobre sua índole.

O veterano ainda usou o espaço para apresentar os novos integrantes do Menudo, após a debandada dos quatro membros, e fez a apresentadora entrevistar uma das mães dos novos cantores. Na conversa, ela afirmou que confiava cegamente no profissional.

Anos mais tarde, em depoimento ao documentário, a mãe do integrante Ash Ruiz admitiu que Raphy estava certo em suas acusações. Ela ainda revelou que seu filho ainda não foi capaz de lhe contar tudo o que aconteceu no período em que ele estava na boy band.

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Nova acusação

Em 2014, Ray Rosselló revelou ao mundo que ele havia sido estuprado por Edgardo Diáz desde o dia em que chegou no Menudo. Na época, o rapaz tinha 13 anos. Em depoimento ao documentário Menudo: Forever Young, outros integrantes do grupo da mesma formação lembraram que o menino tinha certos privilégios. Essa era a maneira que o empresário fazia o menino ficar calado.

Ainda no título, outro ex-Menudo revelou que também foi abusado na época. Sem revelar a identidade do agressor, o cantor Angelo Garcia acabou molestado por um homem maior de idade que tentava lhe oferecer bebida alcóolica.

Veja o trailer de Menudo: Forever Young:

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