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Pantanal: Gabriel Sater adianta rumo de Trindade, revela conselhos do pai e rejeita título de galã

O filho de Almir Sater vive o mesmo papel que foi do veterano na versão original da trama


Gabriel Sater caracterizado como Trindade fala sobre o pai, o cantor e ator Almir Sater
Gabriel Sater em cena como o Trindade, de Pantanal - João Miguel Júnior/TV Globo
Por Jéssica Alexandrino

Publicado em 10/05/2022 às 04:00:00,
atualizado em 10/05/2022 às 09:51:27

Gabriel Sater acabou de fazer sua estreia em Pantanal como o violeiro Trindade, personagem que foi de seu pai, Almir Sater, na versão original da trama de Benedito Ruy Barbosa. Em entrevista ao NaTelinha, o ator comenta seu papel na novela, se esquiva do título de galã e conta como se sente seguindo os passos do veterano. "É uma emoção incomparável. Essa conjunção de fatores acho que não acontecerá duas vezes em minha vida. Meu pai é a minha maior referência", vibra.

"O Trindade é um personagem muito especial, que tem essa relação mágica com a viola, tem esse misticismo e mistério, que trata diretamente do folclore brasileiro. A novela Pantanal é icônica. O lugar, Pantanal, é magnífico. Poder reviver essa história, podendo homenagear meu pai e o Pantanal, onde fui criado, é maravilhoso e inesquecível", completa ele, que, na infância, costumava passar férias na região, com amigos e familiares. "Cresci amando e respeitando muito o Pantanal e toda a sua grandeza. É definitivamente um dos lugares em que deixo meu coração", diz.

Na novela das nove da Globo, o boiadeiro chamará a atenção por seus supostos poderes sobrenaturais. Trindade surgiu em grande estilo, salvando a vida do Velho do Rio (Osmar Prado), que levou um tiro de Muda (Bella Campos) e ficou à beira da morte. O pacto que o forasteiro fez com o Diabo ainda servirá para que ele revele a José Leôncio (Marcos Palmeira) que a entidade tem grandes chances de ser seu pai.

"Trindade é uma grande homenagem do Benedito Ruy Barbosa, e agora do Bruno Luperi, ao folclore brasileiro, ao encantamento da viola e violeiros, à música do Brasil tão profundo. Trindade chega para compor, no galpão dos peões, construir uma boa química musical com Tibério (Guito) e também com Eugênio (Almir Sater), e para amedrontar seus amigos falando e intuindo coisas que ninguém mais sente."

O ator, de 40 anos, conta que assistiu Pantanal quando o folhetim foi exibido pela Manchete e que, por isso, tem algumas referências do trabalho de seu pai, mas que foi instruído por ele a traçar seu próprio caminho. "Conversamos muito sobre como foi a experiência dele na construção do Trindade e quais as fontes de pesquisa. Meu pai sabiamente me aconselhou a buscar o meu Trindade, seguindo a minha estrada, muito independente da dele sempre, como em toda minha carreira", pontua.

Em 1990, o violeiro rendeu o título de galã a Almir Sater e Gabriel sabe que isso faz parte da profissão, mas encara a questão de forma diferente. "Meu pai é galã mesmo! Sempre foi! Eu sou muito focado e esforçado. Me dedico muito para entregar sempre o melhor trabalho possível e isso inclui a melhor condição física para desenvolver cada performance também, tanto na música, quanto na atuação. O reconhecimento e carinho do público são maravilhosos e funcionam como alimento, como energia de ativação. Entendo que estar em um lugar de exposição, num palco ou numa novela na TV, cria uma aura sobre o artista. Mas a carreira artística não é sobre ser galã e, sim, sobre lutar cada dia, cada minuto, pela arte e cultura, empenhado em manter a sanidade e os pés bem firmes no chão", observa.

Apesar desse pensamento, Trindade não passará despercebido aos olhos das mulheres da trama e viverá um romance quente com Irma (Camila Morgado). Ele diz que já gravou algumas cenas do futuro casal e é só elogios para a colega de elenco. "É um enorme prazer e honra trabalhar e aprender com essa atriz maravilhosa. E nada de spoiler, tá?", despista.

Gabriel Sater confessa que chorou ao ter música selecionada para a trilha sonora de Pantanal

Pantanal: Gabriel Sater adianta rumo de Trindade, revela conselhos do pai e rejeita título de galã
Foto: João Miguel Júnior/TV Globo

Além de estar no elenco de Pantanal, Gabriel Sater também figura na trilha sonora da novela com a música Amor de Índio, que embala o romance do casal de protagonistas, vivido por Alanis Guillen e Jesuíta Barbosa.

"Já foi a realização de um sonho gravar essa canção com o maestro João Carlos Martins. Quando soube que a música entraria na novela fiquei completamente extasiado. E só depois veio a notícia de que seria o tema de Jove e Juma... Foi inacreditável. Eu e minha produtora choramos abraçados, por essa conquista! Estou realmente muito grato por tudo que estou vivendo com essa novela. É até difícil mensurar a emoção que senti".

Gabriel Sater

Com saudade dos shows e muita vontade de voltar aos palcos após a paralisação do setor artístico por conta da pandemia da Covid-19, o cantor está prestes a disponibilizar um novo projeto que também tem ligação com a trama das nove. "Este ano lançarei o álbum Erva-Doce, que será o quinto CD da minha carreira. As músicas que fazem parte desse trabalho estão muito relacionadas à novela, pois todo o trabalho de pré-produção e as gravações aconteceram ao mesmo tempo em que eu fazia a preparação para o Trindade. Então foram dois trabalhos desenvolvidos simultaneamente", revela.

"Muito do que estudei de música pantaneira, música raiz e de viola para me aprimorar para o Trindade refletiu diretamente na produção musical do disco. Essa energia do Pantanal vai estar estampada nesse trabalho. As músicas serão lançadas ao longo do ano como singles ou videoclipes e no final do ano será lançado o álbum físico, na íntegra. Espero que todos acompanhem os lançamentos nas minhas rede e que gostem muito, assim como eu amei preparar esse trabalho para todos", finaliza.

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