Relembre!

Lei Rouanet: cinco sucessos brasileiros que só existem por causa dela

Ex-Ministro da Cultura, Sérgio Rouanet, que criou a Lei Rouanet de incentivo fiscal, morreu neste fim de semana por complicações da doença de Parkinson


Paulo Gustavo em cena de Minha Mãe É uma Peça
Dona Hermínia (Paulo Gustavo) em cena de Minha Mãe É uma Peça - Foto: Reprodução
Por Daniele Amorim

Publicado em 04/07/2022 às 19:30:00,
atualizado em 04/07/2022 às 19:30:09

Ex-ministro da Cultura, Sérgio Rouanet morreu neste domingo (3) aos 88 anos. Durante o governo de Fernando Collor, o diplomata foi autor da Leii de incentivo à cultura brasileira que leva seu nome. Desde então, o projeto autoriza produtores da área cultural a captar recursos privados mediante incentivos fiscais. Entre tais ações, estão: filmes, shows, peças de teatro ou exposições

Apesar de bastante criticada por certos setores da sociedade, a Lei Rouanet ajudou projetos de sucessos a ganharam à luz e serem vistos pelo público brasileiro. Entre eles, estão os filmes: Minha Mãe é uma Peça (2013), Tropa de Elite (2007), Central do Brasil (1998), Cidade de Deus (2002) e Dois Filhos de Francisco (2005).

Por conta da morte do autor de Lei Rouanet, relembre os detalhes de como foi o sucesso desses filmes:

Minha Mãe é Uma Peça (2013)

A história de dona Hermínia e sua família só chegou aos cinemas graças a lei de incentivo fiscal. Todos os três projetos protagonizados por Paulo Gustavo (1978-2021) ganharam a aprovação da Agência Nacional de Cinema para capturar recursos da iniciativa privada para fazerem os longa-metragens. No caso do primeiro título, datado de 2013, o filme conseguiu quase R$ 2,5 milhões por meio da regra federal. Na época, a obra foi um sucesso e arrecadou R$ 45,8 milhões de bilheteria. 

Tropa de Elite (2007)

A narrativa do Capitão Nascimento (Wagner Moura) no comando do BOPE no Rio de Janeiro também usou a Lei Rouanet para estar nas salas de cinema. O primeiro filme conseguiu R$ 6,5 milhões da captação de recursos da norma de incentivo fiscal, no entanto, sua receita foi de R$ 24 milhões. A sequência Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro (2009) também se inscreveu na Ancine e foi agraciada com mesma autorização. 

Central do Brasil (1998)

Indicado para as categorias de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz no Oscar de 1999, o Central do Brasil conseguiu quase R$ 2,5 milhões da iniciativa privada para a realização do filme. A narrativa dirigida por Walter Salles foi protagonizada por Fernanda Montenegro. Ela é Dora, uma professora aposentada que escreve cartas para pessoas analfabetas que estão na estação de trem que dá nome ao filme. A história foi vista em diversas partes do mundo e arrecadou US$ 22,4 milhões em bilheteria. 

Cidade de Deus (2002)

Dirigido por Fernando Meirelles, a narrativa da comunidade carioca  da Cidade de Deus arrecadou quase R$ 8 milhões de reais para ser feito. No filme, Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre da periferia que tenta se esquivar da triste realidade dos amigos que vivem na mesma região. A história sobre a desigualdade social brasileira rendeu uma série de prêmios e conquistou o montante de R$ 102,2 milhões nas bilheterias mundialmente. 

Dois Filhos de Francisco (2007)

A trajetória da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano foi levada aos cinemas após captar quase R$ 6 milhões dos cofres privados. Apesar do alto custo, o filme logo pagou-se após ser lançado nos cinemas com a arrecadação de R$ 34 milhões de bilheteria. Na época, inclusive, o título ganhou o posto de melhor retorno de público nos cinemas.

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