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Redução substancial

Na contramão do mercado, Premiere corta preço da assinatura em mais de 70%

Com mais concorrência no mercado e fuga de assinantes, Premiere se viu obrigado a reduzir preços


Hulk, Dudu e Gabigol, estrelas do Campeonato Brasileiro
Hulk, Dudu e Gabigol: ficou mais barato ver os jogos no Premiere; novos preços abre questionamentos - Foto: Montagem/Divulgação
Por Thiago Forato

Publicado em 28/04/2022 às 04:00:00,
atualizado em 28/04/2022 às 08:02:53

O Premiere, canal de televisão por assinatura do Grupo Globo e que também vende exibições de jogos em pay-per-view na internet, vem adotando estratégias agressivas de preço em 2022. A redução chega até a 73% em três anos, na contramão do mercado de outros serviços por streaming que vêm encarecendo sua assinatura nos últimos tempos, como a Netflix e o próprio Globoplay.

Em 2019, o preço ofertado pelo serviço era de R$ 109,90 ao mês. Batizado de Premiere Total, o pacote contemplava transmissões na TV e internet, pela plataforma Premiere Play, seis estaduais e o Brasileirão das séries A e B. Um outro mais modesto também era comercializado, mas não incluía o Play, onde o assinante pode assistir os jogos pela internet e no celular, de qualquer lugar.

Se há três anos quem queria devorar o cardápio futebolístico nacional e estadual tinha que desembolsar R$ 1.318,80 por ano, agora é necessário pagar "apenas" a bagatela de R$ 358,80 no plano anual disponível no site da empresa. É possível dividir o valor em até 12 parcelas de R$ 29,90.

Mas, com a concorrência, o Premiere deixou de oferecer os campeonatos Carioca e Baiano, além de não contar com os jogos no Athletico Paranaense no Campeonato Brasileiro. Em contrapartida, agora o serviço conta com a Copa do Brasil. "A variedade de campeonatos e jogos disponíveis pode ser alterada, a qualquer tempo", alerta a empresa em seu site.

Concorrência aumentou para o Premiere

Na contramão do mercado, Premiere corta preço da assinatura em mais de 70%
Valores praticados pelo Premiere em 2019 e atualmente - Foto: Reprodução/Net TV/Site Premiere

Há uma década, o Premiere praticava valores parecidos com os de 2019. Para assistir o Brasileirão e aos principais estaduais, o assinante tinha que desembolsar R$ 104,90. A prática abre brecha para questionamentos se a empresa cobrava um valor acima do considerado justo para o consumidor. Afinal de contas, a Globo desembolsa cada vez mais dinheiro pelos direitos esportivos de futebol, sobretudo depois do fim do Clube dos 13, em 2011, quando ela passou a negociar diretamente com os times.

Nem mesmo a opção atual de assinar o Premiere, Globoplay e Canais ao vivo se equipara ao preço que era praticado por ela até 2019. Com esse combo, o assinante desembolsa R$ 778,80 anualmente com um conteúdo superior, já que envolve SporTV, Multishow, GNT, Megapix, Canal Brasil, Off, Bis, dentre outros.

De fato, a concorrência nos streamings e o mar de opções que o consumidor agora tem acesso, podem ter tido peso fundamental na redução do preço. Plataformas como a HBO Max e YouTube (e a chegada da Record no Paulista e Carioca) oferecem torneios que o Premiere também oferece, mas por preços mais atrativos, e até de graça, no caso do site de vídeos.

Com a fuga de assinantes durante a pandemia, o Premiere tenta correr atrás do prejuízo. Estima-se que o serviço conte com cerca de 1,5 milhão de clientes.

Procurado pelo NaTelinha para comentar a política de redução de preços, o Premiere preferiu não se manifestar.

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