Nem tudo são flores

Fantine expõe bastidores do Rouge e inimizade com integrante: "Tentei"

"Não faço questão de ser amiga dela", disparou


Fantine com a mão na cabeça, de olhos fechados e boca aberta
Fantine não esconde inimizade com integrante do Rouge - Foto: Reprodução/YouTube

A cantora Fantine Thó, ex-integrante do grupo Rouge, que fez sucesso entre 2002 e 2006 e depois em um revival de 2017 e 2019, falou sobre a relação com as outras integrantes e expôs que nunca se deu bem com Luciana Andrade. "Eu tentei ser amiga da Lu e nunca me dei bem com ela", admitiu ao Vênus Podcast na noite dessa terça-feira (26).

"Puxar tapete não era o lance que a gente fazia. Só tinha uma pessoa que fazia isso e a gente não pode proteger. Eu não gosto de falar sobre essas polêmicas sem a outra pessoa junto, sem se defender", começou ela.

Fantine não economizou nas críticas: "Não faço questão de ser amiga dela. Essa é a verdade. Eu quero ter o direito de não gostar de uma pessoa. Não gosto, não convivo bem. Nossos valores humanos são incompatíveis".

Discussões eram em inglês, diz Fantine

As cinco integrantes faziam questão de proteger o grupo e o colocá-lo sempre em primeiro lugar. Segundo a cantora, havia um esforço coletivo para que isso desse certo. Os conflitos eram sempre evitados que chegassem aos ouvidos e olhos de imprensa.

"A gente discutia em inglês pra preservar os fãs, pra não alarmar, pra proteger o grupo. Cada uma protegia, do seu jeito, o seu ganha pão e o coletivo."

O Rouge nasceu no reality Popstars, em 2002. O programa surgia para formar uma nova girlband como as Spice Girls na Inglaterra. Foram cerca de 30 mil inscrições via Correios de todas as partes do Brasil em eliminatórias exibidas por 20 sábados no horário nobre do SBT.

As cinco campeões, Aline, Fantine, Karin, Luciana e Patrícia (agora Li Martins) foram escolhidos pelos jurados Rick Bonadio, Liminha, Alexandre Schiavo, Iara Negrete e Ivan Santos. Não houve qualquer interferência do público como em outros programas do gênero como The Voice Brasil, Ídolos, etc.

O sucesso do Rouge

Fantine detona cantora do Rouge e expõe bastidores: \"Tentei\"

Logo que foram anunciadas, o Rouge começou uma peregrinação pelos programas do SBT como Hebe (1986-2010) e Domingo Legal. A tiragem inicial foi de 150 mil cópias. "Elas são talentosas. Podem chegar em um programa de TV e cantar à capela", defendeu Iara Negretti ao jornal O Globo na época. Bonadio concordava. "O mercado fonográfico precisava de um lançamento de impacto. E as popstars são esse produto", assegurou.

A tiragem de 150 mil cópias em 2002 foi pouco. O novo fenômeno do Brasil vendeu mais de 1 milhão de cópias, adquirindo o certificado de disco de diamante impulsionado pelas canções Não dá Pra Resistir, Beijo Molhado e Ragatanga.

Mesmo com o sucesso, Rouge carregou uma frustração: não ter pisado na Globo em seus áureos tempos. A banda foi encerrada em 2006 e cada integrante seguiu caminho, e o grupo só surgiu na tela da Plim Plim em maio de 2015, quando Karin foi entrevistada no Programa do Jô (2000-2016). No último bloco do extinto talk-show, Karin cantou Ragatanga a pedido de Jô.

Na volta do grupo em 2017, elas foram ao Domingão do Faustão (1989-2021) no ano seguinte e quebraram a internet no Ding Dong. Depois, também foram no Altas Horas e Encontro. No programa de Serginho Groisman, houve recorde no Ibope: 18,7 pontos na Grande SP.

O Popstars ainda teria uma segunda temporada no SBT em 2003, que revelou uma banda masculina, o Br'Oz, que também fez sucesso.

Confira a entrevista de Fantine:

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