Por onde anda?

Modelo de Pedra sobre Pedra trocou TV pela política e apoia Bolsonaro

Aos 52 anos, Mônica Fraga é bolsonarista, cristã e pré-candidata a deputada federal; novela chegou nesta segunda-feira (18) ao Globoplay


À esquerda, Mônica Fraga na abertura da novela Pedra sobre Pedra; à direita, a atriz hoje, aos 52 anos
Mônica Fraga aparecia nua na abertura da novela Pedra sobre Pedra, em que seu corpo se transformava em paisagens da Chapada Diamantina - Fotos: Reprodução

A atriz e modelo Mônica Fraga, que ficou conhecida nacionalmente ao aparecer nua na abertura de Pedra sobre Pedra, há 30 anos, trocou a TV pela política. Aos 52 anos, ela é “bolsonarista e cristã”, como se define nas redes sociais, e candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira (18), a novela que a revelou chegou ao Globoplay.

Na semana passada, Mônica Fraga comemorou sua filiação ao PSC (Partido Social Cristão). "Começando uma nova história! Não desista do Brasil", escreveu, na legenda da postagem no Instagram. Em seu perfil, ela compartilha opiniões políticas e também lembranças de antigos trabalhos dos anos 1990.

Seguidora do presidente Jair Bolsonaro, candidato pelo PL (Partido Liberal) à reeleição, Mônica também faz críticas frequentes ao ex-presidente Lula, pré-candidato pelo PT (Partido dos Trabalhadores) à Presidência da República. No Twitter, ela se define como "atriz e publicitária, direita bolsonarista e cristã".

A candidata à Câmara também tem um canal no YouTube em que posta "vídeos semanais sobre atualidades e política". Em lives, ela discute temas como "a esquerda e a mania de manipular", "Bolsonaro reeleito e eles teimam em não aceitar a realidade" e "e se a Globo acabar?".

Veja uma postagem recente de Mônica Fraga no Instagram:

Modelo de Pedra sobre Pedra trocou TV pela política e apoia Bolsonaro

 

De capa da Playboy a novelas na Globo: relembre a carreira de Mônica Fraga

Mônica Fraga na novela Por Amor, exibida na Globo em 1997
Mônica Fraga atuou na novela Por Amor (1997), na Globo - Foto: Reprodução

Mônica Fraga começou a carreira em 1990, no elenco de apoio do humorístico Os Trapalhões. O trabalho lhe rendeu o convite para posar para a Playboy naquele mesmo ano. Em 1992, ganhou fama ao estrelar a abertura de Pedra sobre Pedra, em que aparecia nua e seu corpo se transformava em paisagens da Chapada Diamantina, na Bahia.

A abertura foi criada pelo designer Hans Donner, inspirado por fotos de Marcos Simonetti. Em entrevista ao site Ego, há sete anos, Mônica afirmou que desbancou várias outras modelos cotadas para o trabalho. Na época, ela classificou o trabalho nu como “uma exposição bacana”, sem arrependimentos.

"Em nenhum momento me arrependi desses trabalhos, encaro bem tranquilamente. Até rolaram outros convites para posar nua, mas logo em seguida casei com o Paulo Ubiratan [diretor da Globo, que morreu em 1998] e ele fez um acordo de cavalheiros para que a Playboy não publicasse mais as minhas imagens."

Mônica Fraga, em 2015

Em seguida àquele trabalho, Mônica seguiu na carreira de atriz. Fez Tropicaliente (1994), Cara e Coroa (1995), Por Amor (1997), além de participações no Você Decide. Também fez filmes e peças de teatro, mas se afastou da carreira artística nos últimos anos para ingressar na política.

Pedra sobre Pedra de volta no Globoplay

Adriana Esteves, Maurício Mattar, Renata Sorrah e Lima Duarte na novela Pedra sobre Pedra, exibida na Globo em 1992
Adriana Esteves, Maurício Mattar, Renata Sorrah e Lima Duarte encabeçavam o elenco de Pedra sobre Pedra - Foto: Reprodução/Acervo Globo

Escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, Pedra sobre Pedra foi um dos grandes sucessos da Globo nos anos 1990. O fio condutor da história era a relação de amor e ódio entre Pilar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte), que movimenta a cidade de Resplendor.

Pautada pelo realismo fantástico, a novela marcou época com personagens como o mulherengo fotógrafo Jorge Tadeu (Fábio Júnior), que, após ser misteriosamente assassinado, volta a aparecer para as mulheres da cidade que comiam suas flores.

A trama foi o último trabalho na TV do ator Armando Bógus (1930-1993), que morreu no ano seguinte à exibição, vítima de leucemia. Pelo desempenho como o vilão Cândido Alegria, o veterano foi eleito o melhor ator do ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Assista à abertura da novela Pedra sobre Pedra, com Mônica Fraga:

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