Que situação

Os 10 casos mais inusitados da CPI da Covid na TV

Muitos famosos foram citados na comissão


CPI da Covid tem repercutido em todo país
Famosos foram citados na CPI da Covid - Foto: Montagem

Para investigar possíveis crimes e omissões do Governo Federal durante a pandemia da Covid-19, o Senado instaurou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e diversos políticos estão prestando depoimentos para esclarecer algumas ações da gestão Bolsonaro. A comissão acabou ganhando grande repercussão em todo país e diversos fatos chamaram a atenção do público da TV Senado, como as citações dos nomes de Otávio Mesquita e Paulo Gustavo. Além disso, outras celebridades foram mencionadas durante as declarações dos senadores e de outras autoridades.

A CPI da Covid-19, também intitulada de CPI da Pandemia ou CPI do Coronavírus, é uma comissão parlamentar de inquérito que está sendo realizada pelo Poder Legislativo Federal. O objetivo é investigar supostas irregularidades nos gastos do Governo Federal e omissões em relação à doença.

Bolsonaro foi muito criticado por especialistas pelo seu jeito de lidar com a pandemia. Um dos pontos que será analisado pela comissão é a compra de cloroquina para tratar o coronavírus, sendo que o medicamento é considerado ineficaz no tratamento a doença.

As sessões também são exibidas na TV Senado pelo YouTube. Canais como GloboNews e CNN Brasil acompanham quase que em tempo real os depoimentos da CPI e as discussões entre os senadores, o que só aumentou o alcance da comissão em todo país. Ainda há perfis nas redes sociais que atualizam os internautas a cada minuto.

Para se ter uma ideia do interesse do público, a TV Senado pulou do 0,01 ponto em abril para 0,028 de média até o dia 19 de maio. Isso representa um crescimento de mais de 100% por conta da CPI da Covid. Por conta disso, muitas cenas viralizaram nas redes sociais.

Confira:

Genro de Silvio Santos

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O ministro das Comunicações Fábio Faria foi exposto pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que afirmou ter recebido uma pergunta do marido de Patrícia Abravanel por engano. A indagação do genro de Silvio Santos era para ter sido enviada ao senador Ciro Nogueira, que acabou fazendo o questionamento.

O parlamentar perguntou sobre uma orientação do ex-chefe da pasta ter recomendado que as pessoas não fossem até aos hospitais a partir dos primeiros sintomas, o que teria contribuído para as subnotificações dos casos.

“Ontem eu recebi essa pergunta exatamente nessa integra do ministro Fábio Faria. Eu acho que inadvertidamente mandou para mim a pergunta e quando eu ia responder ele apagou a mensagem. Então eu vou responder para o senhor e para o meu amigo, que foi parlamentar comigo, ministro Fábio Faria”, rebateu Mandetta.

Paulo Gustavo

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Paulo Gustavo morreu em 4 de maio e foi homenageado no dia seguinte pelos senadores durante a CPI da Covid com um minuto de silêncio. Porém, o nome do humorista foi usado em outras oportunidades, pois alguns parlamentares disseram que o comediante poderia estar vivo se tivesse recebido a vacina.

Mas o caso que mais chamou a atenção sobre o artista foi quando o senador Eduardo Braga se irritou com Pazuello e declarou que Manaus ficou 20 dias sem oxigênio, recebendo ajuda do humorista e outros famosos. “Antes, nós ficávamos dependendo da ajuda do Gusttavo Lima, do Paulo Gustavo, do Tirulipa. Esses é que ajudaram a gente”, comentou.

Otávio Mesquita

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Otávio Mesquita foi citado na CPI da Covid durante o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República. O nome do apresentador surgiu quando Wajngarten afirmou que o governo federal realizou campanha a favor do distanciamento e do uso de máscara, sendo desmentido pelo senador Renan Calheiros.

Quando Wajngarten disse que contratou Otávio Mesquita para reforçar o isolamento social, Renan desmentiu e afirmou que o apresentador defendeu que as pessoas não ficassem em casa e todos continuassem trabalhando.

Kajuru x Otávio Mesquita

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E Otávio Mesquita seguiu como “protagonista” da CPI da Covid durante a participação de Wajngarten. Kajuru quis saber se o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República autorizou a contratação de apresentadores e influenciadores digitais para realizar campanhas minimizando a pandemia e prometeu entregar alguns nomes.

“Celebridade é o Otávio Mesquita? Se o Otávio Mesquita é celebridade no Brasil, eu quero mudar para o Paraguai hoje”, disparou o jornalista. Otávio se defendeu em seu programa no SBT, afirmando que sua participação na propaganda do governo ocorreu no começo da pandemia.

Kajuru e apresentadores

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Kajuru também revelou que há apresentadores que receberam cerca de R$ 900 mil para realizar propagandas em favor do governo federal durante a pandemia e garantiu que tinha como provar. Fabio disse que não houve nenhuma contratação direta da Secom de site ou blog.

O senador também sugeriu que alguns nomes da imprensa fossem convocados para prestar esclarecimentos sobre os contratos feitos nos últimos meses para minimizar a pandemia. Porém, não houve um posicionamento oficial do presidente da CPI, Omar Aziz.

Pastor Silas Malafaia

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Sobrou até para o pastor Silas Malafaia. Durante a CPI, Flávio Bolsonaro ironizou as perguntas feitas para Pazuello sobre o aconselhamento paralelo a Bolsonaro em meio à pandemia. Um pouco insatisfeito com a situação, ele pediu para convocar o religioso, porque o mesmo fala frequentemente com seu pai.

“Quero ver se vai ter coragem”, disparou o senador. “Vou apresentar um requerimento convocando o pastor Silas Malafaia à comissão. Porque se fala tanto de gabinete paralelo que, declinado o nome aqui, vou apresentar para convocação aquele que, segundo Flávio diz, é um dos que compõem esse time que aconselha o presidente”, rebateu Marcos Rogério.

Máscara de Pazuello

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Uma imagem de Pazuello com a máscara sendo usada de forma errada viralizou nas redes sociais e se tornou até concurso da Folha de S. Paulo, que pediu aos seus leitores que escrevessem uma frase divertida para legendar a foto que conquistou as redes sociais.

Na imagem, o ex-ministro da Saúde colocou o acessório de proteção contra a Covid-19 de forma errada por alguns segundos e os fotógrafos conseguiram captar o momento. Claro que diversas piadas foram feitas e se tornou um dos assuntos mais falados da web.

Marcelo de Carvalho

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Marcelo de Carvalho nunca escondeu seu lado bolsonarista e também teve seu nome citado na CPI da Covid-19. O apresentador da RedeTV! Ele foi mencionado por Wajngarten, relatando que o governo só soube da carta da Pfizer pelo empresário, que tinha contato com a esposa de um dos managers da empresa.

Jorge Kajuru também falou do vice-presidente da RedeTV! e declarou que era preciso convocá-lo para prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento com propagandas feitas sobre a Covid-19. Apesar do pedido, o comunicador ainda não foi chamado pela CPI.

Amado Batista

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Durante depoimento, o ex-secretário da Presidência Fábio Wajngarten declarou que o presidente Jair Bolsonaro não esteve presente na reunião com o CEO da Pfizer, que tratava sobre a compra de vacinas, no dia 17 de novembro do ano passado. Nesta data, o governante optou por participar de uma solenidade no Palácio do Planalto para celebrar o aniversário da Embratur ao lado do cantor Amado Batista.

Nas imagens divulgadas pela presidência da República, é possível ver o cantor no evento sem o uso de máscara de proteção contra a Covid-19. Vale destacar que Amado nunca escondeu sua admiração pelo chefe do executivo e continua apoiando o governo Bolsonaro.

Flávia Viana e João Zoli

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Flávia Viana e João Zoli foram contratados para realizar uma propaganda do Governo Federal sobre a Covid-19, apontada como ineficaz por especialistas. O senador Renan Calheiros informou os valores que os dois e outros influenciadores receberam e Wajngarten confirmou a informação.

“Se não me engano, o total dos caches dos influenciadores deu R$ 23 mil. E por que naquele momento a agência sugeriu que usasse os influenciadores? Porque eles têm muitos seguidores e isso daria mais credibilidade”, explicou no seu depoimento para a CPI.

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