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Os 10 casos mais inusitados da CPI da Covid na TV

Muitos famosos foram citados na comissão

CPI da Covid tem repercutido em todo país
Famosos foram citados na CPI da Covid - Foto: Montagem
Redação NT

Publicado em 23/05/2021 às 09:38:16

Para investigar possíveis crimes e omissões do Governo Federal durante a pandemia da Covid-19, o Senado instaurou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e diversos políticos estão prestando depoimentos para esclarecer algumas ações da gestão Bolsonaro. A comissão acabou ganhando grande repercussão em todo país e diversos fatos chamaram a atenção do público da TV Senado, como as citações dos nomes de Otávio Mesquita e Paulo Gustavo. Além disso, outras celebridades foram mencionadas durante as declarações dos senadores e de outras autoridades.

A CPI da Covid-19, também intitulada de CPI da Pandemia ou CPI do Coronavírus, é uma comissão parlamentar de inquérito que está sendo realizada pelo Poder Legislativo Federal. O objetivo é investigar supostas irregularidades nos gastos do Governo Federal e omissões em relação à doença.

Bolsonaro foi muito criticado por especialistas pelo seu jeito de lidar com a pandemia. Um dos pontos que será analisado pela comissão é a compra de cloroquina para tratar o coronavírus, sendo que o medicamento é considerado ineficaz no tratamento a doença.

As sessões também são exibidas na TV Senado pelo YouTube. Canais como GloboNews e CNN Brasil acompanham quase que em tempo real os depoimentos da CPI e as discussões entre os senadores, o que só aumentou o alcance da comissão em todo país. Ainda há perfis nas redes sociais que atualizam os internautas a cada minuto.

Para se ter uma ideia do interesse do público, a TV Senado pulou do 0,01 ponto em abril para 0,028 de média até o dia 19 de maio. Isso representa um crescimento de mais de 100% por conta da CPI da Covid. Por conta disso, muitas cenas viralizaram nas redes sociais.

Confira:

Genro de Silvio Santos

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O ministro das Comunicações Fábio Faria foi exposto pelo ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que afirmou ter recebido uma pergunta do marido de Patrícia Abravanel por engano. A indagação do genro de Silvio Santos era para ter sido enviada ao senador Ciro Nogueira, que acabou fazendo o questionamento.

O parlamentar perguntou sobre uma orientação do ex-chefe da pasta ter recomendado que as pessoas não fossem até aos hospitais a partir dos primeiros sintomas, o que teria contribuído para as subnotificações dos casos.

“Ontem eu recebi essa pergunta exatamente nessa integra do ministro Fábio Faria. Eu acho que inadvertidamente mandou para mim a pergunta e quando eu ia responder ele apagou a mensagem. Então eu vou responder para o senhor e para o meu amigo, que foi parlamentar comigo, ministro Fábio Faria”, rebateu Mandetta.

Paulo Gustavo

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Paulo Gustavo morreu em 4 de maio e foi homenageado no dia seguinte pelos senadores durante a CPI da Covid com um minuto de silêncio. Porém, o nome do humorista foi usado em outras oportunidades, pois alguns parlamentares disseram que o comediante poderia estar vivo se tivesse recebido a vacina.

Mas o caso que mais chamou a atenção sobre o artista foi quando o senador Eduardo Braga se irritou com Pazuello e declarou que Manaus ficou 20 dias sem oxigênio, recebendo ajuda do humorista e outros famosos. “Antes, nós ficávamos dependendo da ajuda do Gusttavo Lima, do Paulo Gustavo, do Tirulipa. Esses é que ajudaram a gente”, comentou.

Otávio Mesquita

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Otávio Mesquita foi citado na CPI da Covid durante o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência da República. O nome do apresentador surgiu quando Wajngarten afirmou que o governo federal realizou campanha a favor do distanciamento e do uso de máscara, sendo desmentido pelo senador Renan Calheiros.

Quando Wajngarten disse que contratou Otávio Mesquita para reforçar o isolamento social, Renan desmentiu e afirmou que o apresentador defendeu que as pessoas não ficassem em casa e todos continuassem trabalhando.

Kajuru x Otávio Mesquita

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E Otávio Mesquita seguiu como “protagonista” da CPI da Covid durante a participação de Wajngarten. Kajuru quis saber se o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República autorizou a contratação de apresentadores e influenciadores digitais para realizar campanhas minimizando a pandemia e prometeu entregar alguns nomes.

“Celebridade é o Otávio Mesquita? Se o Otávio Mesquita é celebridade no Brasil, eu quero mudar para o Paraguai hoje”, disparou o jornalista. Otávio se defendeu em seu programa no SBT, afirmando que sua participação na propaganda do governo ocorreu no começo da pandemia.

Kajuru e apresentadores

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Kajuru também revelou que há apresentadores que receberam cerca de R$ 900 mil para realizar propagandas em favor do governo federal durante a pandemia e garantiu que tinha como provar. Fabio disse que não houve nenhuma contratação direta da Secom de site ou blog.

O senador também sugeriu que alguns nomes da imprensa fossem convocados para prestar esclarecimentos sobre os contratos feitos nos últimos meses para minimizar a pandemia. Porém, não houve um posicionamento oficial do presidente da CPI, Omar Aziz.

Pastor Silas Malafaia

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Sobrou até para o pastor Silas Malafaia. Durante a CPI, Flávio Bolsonaro ironizou as perguntas feitas para Pazuello sobre o aconselhamento paralelo a Bolsonaro em meio à pandemia. Um pouco insatisfeito com a situação, ele pediu para convocar o religioso, porque o mesmo fala frequentemente com seu pai.

“Quero ver se vai ter coragem”, disparou o senador. “Vou apresentar um requerimento convocando o pastor Silas Malafaia à comissão. Porque se fala tanto de gabinete paralelo que, declinado o nome aqui, vou apresentar para convocação aquele que, segundo Flávio diz, é um dos que compõem esse time que aconselha o presidente”, rebateu Marcos Rogério.

Máscara de Pazuello

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Uma imagem de Pazuello com a máscara sendo usada de forma errada viralizou nas redes sociais e se tornou até concurso da Folha de S. Paulo, que pediu aos seus leitores que escrevessem uma frase divertida para legendar a foto que conquistou as redes sociais.

Na imagem, o ex-ministro da Saúde colocou o acessório de proteção contra a Covid-19 de forma errada por alguns segundos e os fotógrafos conseguiram captar o momento. Claro que diversas piadas foram feitas e se tornou um dos assuntos mais falados da web.

Marcelo de Carvalho

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Marcelo de Carvalho nunca escondeu seu lado bolsonarista e também teve seu nome citado na CPI da Covid-19. O apresentador da RedeTV! Ele foi mencionado por Wajngarten, relatando que o governo só soube da carta da Pfizer pelo empresário, que tinha contato com a esposa de um dos managers da empresa.

Jorge Kajuru também falou do vice-presidente da RedeTV! e declarou que era preciso convocá-lo para prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento com propagandas feitas sobre a Covid-19. Apesar do pedido, o comunicador ainda não foi chamado pela CPI.

Amado Batista

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Durante depoimento, o ex-secretário da Presidência Fábio Wajngarten declarou que o presidente Jair Bolsonaro não esteve presente na reunião com o CEO da Pfizer, que tratava sobre a compra de vacinas, no dia 17 de novembro do ano passado. Nesta data, o governante optou por participar de uma solenidade no Palácio do Planalto para celebrar o aniversário da Embratur ao lado do cantor Amado Batista.

Nas imagens divulgadas pela presidência da República, é possível ver o cantor no evento sem o uso de máscara de proteção contra a Covid-19. Vale destacar que Amado nunca escondeu sua admiração pelo chefe do executivo e continua apoiando o governo Bolsonaro.

Flávia Viana e João Zoli

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Flávia Viana e João Zoli foram contratados para realizar uma propaganda do Governo Federal sobre a Covid-19, apontada como ineficaz por especialistas. O senador Renan Calheiros informou os valores que os dois e outros influenciadores receberam e Wajngarten confirmou a informação.

“Se não me engano, o total dos caches dos influenciadores deu R$ 23 mil. E por que naquele momento a agência sugeriu que usasse os influenciadores? Porque eles têm muitos seguidores e isso daria mais credibilidade”, explicou no seu depoimento para a CPI.

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