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Caso Mariana Ferrer

Gabriela Prioli cita Lula ao analisar "estupro culposo" e vira "ex-fada sensata" no Twitter

Apresentadora da CNN, a advogada criminalista recebeu críticas ao falar de ex-presidente

Gabriela Prioli foi comparada ao meme "E o Lula?" nas redes sociais
Gabriela Prioli foi comparada ao meme "E o Lula?" nas redes sociais - Foto: Montagem/Reprodução
Paulo Pacheco

Publicado em 03/11/2020 às 21:30:01

Gabriela Prioli deixou de ser "fada sensata" para ser "cancelada" nas redes sociais nesta terça-feira. A apresentadora da CNN Brasil, que atua como advogada criminalista e professora universitária, citou o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao analisar a sentença do caso de estupro sofrido por Mariana Ferrer, que revoltou famosas pela expressão "estupro culposo" (quando não há culpa do agressor).

"Quando uma pessoa é identificada pela polícia como 'autor' de algo é sempre uma suposição. Ainda não há sequer denúncia e durante o processo a acusação precisa ser provada. O vídeo diz: 'Ainda assim, a Justiça o inocentou. Como se a avaliação da polícia, do delegado, vinculasse à Justiça", escreveu em uma sequência de stories.

Em seguida, veio a comparação ao julgamento do ex-presidente: "Pensem aí em um outro caso famoso, o do Lula. Tanta gente defendendo que ele não é culpado mesmo depois da opinião da polícia, do Ministério Público e do Judiciário em mais de uma instância e agora, nesse caso, a opinião da polícia é suficiente?".

Prioli continuou: "Significa que não se possa criticar um e outro caso? Não. Significa que eles sejam idênticos? Não. Significa só que para comentar sobre um processo nós precisamos conhecê-lo. E que precisamos ser coerentes: o que te basta considerar a pessoa culpada?".

Nas redes sociais, Prioli foi comparada ao meme "E o PT, hein? E o Lula?", usado quando o ex-presidente e o Partido dos Trabalhadores são citados em situações em que não estão envolvidos. O meme é usado com um gif da série japonesa Kamen Rider Den-O, produzida entre 2007 e 2008. Um personagem vermelho, Momotaros, surge do nada apontando o dedo para outro monstrengo, de cor azul. A "aparição magistral" é comparada à de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ao comentar notícias contrárias ao governo.

Após sofrer críticas, Prioli esclareceu seu argumento: "Não tentem deturpar a minha fala. Eu fiz uma comparação com o outro processo dizendo só que o argumento do vídeo na reportagem, de que a polícia tinha concluído algo, não significa que necessariamente depois do processo a conclusão tenha que ser a mesma, e isso quer dizer que pode existir problemas no processo, como existem em alguns, não dizendo que há. Só estou falando da construção do argumento. Não deturpem a minha fala".

Em outra mensagem no Instagram, desabafou que estava sendo alvo de ataques e ameaças: "Entre nós --e realmente triste por dizer isso-- faço críticas contundentes a políticas e políticos há meses e nunca recebi tantas mensagens ofensivas e de ódio. Em tese, de quem repudia a violência".

Confira a repercussão da análise de Gabriela Prioli:

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