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Saída de diretor pode ser o respiro que o "Pânico" precisa para se renovar

Antenado

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Fotos: Divulgação
Redação NT

Publicado em 19/12/2016 às 13:00:49

Conforme noticiado pelo NaTelinha, Alan Rapp deixou o "Pânico", no qual estava desde 2004, nesta segunda-feira (19). É bem verdade: o diretor saiu e também saíram com ele - Alan já não era capaz de levantar a atração. 
 
Diga-se: Alan era o cara que transformou o programa em um campeão de audiência. Saíram quadros mais cult, sátira aos programas de auditório, entraram novos com um caráter mais universal e uma estrutura de programa mais fixa, além de apostar em "realities" que falavam bem não só com o seu público, mas com qualquer outro. 18 pontos de pico na entrega da casa de Zina em 2009 mostram que ele foi sim um bom diretor e merece o máximo de respeito. 
 
Porém, se esperava que o "Pânico" tivesse sua renovação em 2012, com a ida pra Band. Não teve. Tentaram um ensaio de renovação neste ano, mas a mesma estrutura estava lá. Faltava realmente trazer gente nova para trás das câmeras, e isto era visível. Alan deixa a atração até depois da hora. Ele foi realmente muito bom em determinada época, mas há pelo menos 3 anos o programa parecia ter uma direção acomodada.
 
Seu grande acerto foi transformar o "Pânico" em um programa de auditório com muito humor. Mas o erro foi esquecer que o atração veio do debochado, do estranho, do ousado. Nos últimos tempos, o programa estava mais "pacheco", apostando em repercussão do que em audiência. 
 
A maior prova disso é a aposta em quadro com youtubers, e todos bem ruins. O "Bate ou Regaça" é um dos piores, se não o pior quadro do programa. O mais recente, o "Um Crush Para Christian Figueiredo" chega a ser bizarro. 
 
 
Entendo que o programa fale para os jovens, mas TV aberta precisa atingir todos os públicos, não se pode ser tão nichado. Muita gente não conhece os youtubers. TV aberta é TV aberta. Não se deve fazer um programa de TV aberta com linguagem de internet. É outro "esquema", outra mídia. 
 
A informação é de que virá uma reformulação geral, mantendo apenas "a velha guarda", como Carioca, Emílio, Vesgo, Bola, dentre outros. Acredito que o caminho é esse. O "Pânico" precisa voltar a ser um programa de humor de TV aberta. Se a mudança não ocorrer agora, a atração da Band poderia morrer antes disso. 
 
Se o "Pânico" não engrenar novamente com a mudança, não sei se uma nova renovação acontecerá. Sorte, "Pânico". Toda a sorte do mundo...
 

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. No NaTelinha, é responsável por reportagens variadas e especiais. Ainda assina as colunas "Antenado", sobre TV aberta, e "Eu Paguei pra Ver", sobre TV por assinatura. Converse com ele. E-mail: gabriel@natelinha.com.br / Twitter: @bielvaquer

 

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