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Qual o segredo da longevidade do "Castelo Rá-Tim-Bum"?

Enfoque NT

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Divulgação
Thiago Forato

Publicado em 11/07/2014 às 19:22:55

Há 20 anos, começou a ser gravado o grande sucesso “Castelo Rá-Tim-Bum”, que atravessou gerações e marcou todo um elenco capaz disso. Com a direção geral de Cao Hamburguer, o programa da TV Cultura conseguiu resistir ao tempo. É pedagógico sem deixar de ser divertido.

Com quadros de grande variação técnica, o projeto foi orçado em US$ 3 milhões e metade do custo do “Castelo” foi o Serviço Social da Indústria (Sesi) quem arcou. A estrutura do castelo, para quem não sabe, foi inspirado nos designes de Antônio Gaudi, famoso arquiteto catalão, da Espanha. Tudo isso possibilitou um trabalho infinito no que diz respeito à fantasia, que foi um quesito bastante usado e que é referência até hoje.

Cao Hamburguer conseguiu criar um ambiente mágico capaz de harmonizar os ingredientes da fantasia, com uma forma que cative as crianças.

Tudo isso não serviria de nada se um elenco afinado não tivesse sido escalado. Rosi Campos ainda é lembrada como Morgana, e Sérgio Mamberti como Doutor Victor. Para quem não sabe ou não se lembra, o Doutor Abobrinha (vulgo Pompeu Pompilho Pomposo) escapou de um assalto recentemente justamente pelo bandido ter lembrado do seu personagem no “Castelo” e ter feito parte da sua infância. Ele pediu desculpa e disse: “Fica com Deus”.

No fator audiência, a série também não decepcionou. Há 20 anos, não foram raras às vezes em que o SBT foi derrotado pelo “Castelo Rá-Tim-Bum” enquanto exibia o “TJ Brasil”. Mesmo quando era exaustivamente reprisado, este entrou em um dos halls de programas imortais que sobreviveram ao tempo marcando pontos satisfatórios no Ibope. Principalmente para a TV Cultura.

O “Castelo” voltou ao ar no final de junho para celebrar os 20 anos da série e 45 de TV Cultura, além de uma grande exposição que está sendo feita em São Paulo no Museu Imagem e Som. Uma digna homenagem a um dos maiores produtos audiovisuais da televisão brasileira.

Em 2013, houve uma troca entre a Cultura e a Globo. A emissora paulista disponibilizou o “Castelo Rá-Tim-Bum” e o “Cocoricó” para que o canal carioca os exiba em solo estrangeiro, pela Globo Internacional. Enquanto isso, a Cultura ficou com o “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, versão inspirada nos contos de Monteiro Lobato, e produzida entre 2001 e 2002.

O “Castelo Rá-Tim-Bum” teve 90 episódios produzidos (e não há um último cronológico), além de um especial natalino.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_
 

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