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Contra a maré

Karol Conká ainda tem fãs? O que pensam membros da torcida pela vilã do BBB21

Antigos admiradores relatam episódios com a cantora, surpresa com sua postura na casa e ataques sofridos desde o início das polêmicas no reality show

Karol Conká no BBB21
Em menos de um mês, Karol Conká já foi acusada de xenofobia e tortura psicológica; algumas denúncias chegaram ao Ministério Público - Foto: Reprodução/Globo
Walter Felix

Publicado em 18/02/2021 às 05:03:00

Karol Conká tem perdido seguidores, contratos e oportunidades de carreira desde que entrou no BBB21. Menos de um mês no reality show da Globo foi suficiente para que a cantora assumisse o posto de vilã da edição, com direito a acusações de xenofobia e tortura psicológica, entre outras denúncias que, inclusive, já estão no Ministério Público. Nas redes sociais, a rejeição à sister é quase unânime, mas e os antigos fãs, como estão avaliando a postura da artista no confinamento?

O NaTelinha entrou em contato com um líder de torcida e outro fã de longa data de Karol Conká a fim de conhecer suas percepções sobre a participação da cantora no BBB21. Os ataques e as ameaças que a família da artista vem sofrendo – e que já chegaram até ao filho dela, de 15 anos – fez com que os entrevistados preferissem não se identificar. Por isso, os nomes a seguir são fictícios.

Caio, de 20 anos, mora em Santos (SP) e criou um perfil no Instagram para homenagear Karol Conká em 2018. Desde que ela se meteu nas primeiras polêmicas, a conta Tropa Conká perdeu cerca de 25% do público, fazendo o caminho inverso da maioria dos integrantes do Camarote. Em contrapartida, cresceram os haters, que bombardeiam a página diariamente com críticas à sister e ataques ao administrador.

Onda de ódio tem assustado torcida de Karol Conká: "Querem vê-la acabada"

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"Eu me surpreendi e me entristeci demais com a postura dela, assim como todo mundo que a conhecia. Acompanho a carreira da Conká há muito tempo e nunca a vi sendo desse jeito. Nas vezes em que conversamos, ela sempre foi muito atenciosa", conta o rapaz. Ele avalia que a onda de rejeição teve início após comentários xenofóbicos envolvendo Juliette, que é paraibana. Tudo piorou no momento em que expulsou Lucas da cozinha. "Desde então, só recebo comentários negativos nos posts, nos stories e nas mensagens diretas."

Caio não acredita que Karol Conká vá conseguir reverter sua imagem no confinamento. "Quando ela se livrou do paredão [na prova Bate e Volta, semana passada], eu achei que ela fosse mudar. Como ela mesma falou, era 'o universo dando uma chance', mas ela não mudou. Acho que ainda pode, sim, se redimir, e é o que eu gostaria, mas não estou vendo isso acontecer ainda."

Ao mesmo tempo em que não "passa pano" para as atitudes de Conká, o rapaz critica os "canceladores" de plantão. "As pessoas não conseguem simplesmente não gostar da Karol Conká ou deixar de segui-la. Querem vê-la perdendo todos os seguidores, acabada, sem trabalho e sem dinheiro. Fico preocupado de, quando ela sair, ficar muito mal com isso tudo. Espero que ela encontre apoio na família e nos poucos fã-clubes que restaram."

"Amo a Karol Conká, mas não estou gostando da Karoline", diz líder de fã-clube

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Com cerca de 1,9 mil seguidores, Caio pretende manter ativo no Instagram o perfil dedicado à sister. "Já tentei parar de ser fã dela e não consegui. Eu me decepcionei muito com a pessoa, mas ainda gosto da artista. Amo a Karol Conká, só não estou gostando da Karoline, que é quem ela está mostrando lá dentro", afirma Caio.

Em seus shows, Karol Conká costuma chamar pessoas da plateia para dançar no palco. Foi assim que João, de São Paulo (SP), hoje aos 23 anos, teve seu primeiro contato com a artista, em 2017. A relação se estreitou por meio das redes sociais e o rapaz foi convidado para participar de um clipe.

"Criamos um laço. Ela sempre foi bem autêntica, me motivava por eu ser dançarino independente e me abriu portas para a arte. Em 2020, perdi o celular que eu usava para trabalhar, gravar conteúdo e estudar, e ela me presenteou com um novo. Comprou e mandou entregar aqui na minha casa. Comigo ela sempre foi incrível", elogia João.

"Tenho medo do que pode acontecer quando ela sair", afirma dançarino

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Apesar de não aprovar certas atitudes de Conká no BBB21, João observa que falar mal da sister passou a ser uma forma de angariar likes, seguidores e fama na internet. "Muitos também estão abusando do momento para colocar para fora seus ódios e seu racismo", afirma. O dançarino teve uma amostra desse fenômeno após postagem no Twitter em que defendia a cantora, relatando sua história com ela.

"Recebi diversas mensagens de pessoas me atacando sem nem saber quem eu sou. A internet está doente, estão julgando tanto uma postura, mas não percebem que estão fazendo o mesmo. Enquanto ela estava confinada [no hotel], antes de entrar no programa, já havia pessoas querendo cancelá-la. Para a internet, nenhum artista pode errar, nenhum artista é ser humano. Tenho medo do que pode acontecer quando ela sair", afirma.

Ele torce para que a artista consiga mudar sua imagem, apesar das dificuldades impostas pelo jogo, e garante que segue tão fã quanto era antes do BBB. "Independentemente de qualquer coisa, ela é uma pessoa boa, um ser humano com erros e acertos, e estamos sujeitos a aprender. Não estou concordando com as atitudes dela, mas devemos mostrar que todos merecem um perdão, um momento para se entender e aprender. Minha vida com a Karol não diz sobre um reality show."



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