Divisor de águas

Há 10 anos, SBT estreava Carrossel e abria caminho para filão aproveitado até hoje

Carrossel foi a primeira novela infantil produzida pelo SBT

Carrossel, exibida originalmente entre 2012 e 2013, abriu espaço para investimento de novelas infantis - Foto: Divulgação/SBT
Por Thiago Forato

Publicado em 21/05/2022 às 10:39:00

Em 21 de maio de 2012, o SBT levava ao ar a releitura de Carrossel, escrita por Íris Abravanel e que caiu nas graças do público. A novela deu tão certo, que não por acaso, está sendo reprisada pela quarta vez, mas agora somente para a Grande São Paulo na faixa do meio-dia.

Começando a ser produzida em outubro de 2011, Carrossel era a grande aposta da emissora para voltar a bombar no horário nobre e voltar a briga pela vice-liderança. A Record nadava de braçada e a faixa das 20h30, bem como grande parte da grade, estava morta e sem muito o que esperar. A novelinha foi um divisor de águas.

Na época, o SBT apresentava a novela Corações Feridos, gravada em 2010 mas que só foi levada ao ar cerca de um ano e meio depois, no verão de 2012. A trama, também assinada por Íris Abravanel, não teve um desempenho espetacular e dava cerca de 4 pontos. No segundo capítulo, Carrossel quase quadruplicou esses números e atingiu 15 pontos.

Nascia ali uma lacuna que ninguém sabia que existia. Assim como a Record descobriu que as novelas bíblicas dariam um retorno grandioso em um futuro próximo, o SBT ali já sabia qual seria sua especialidade: a de produzir novelas para crianças e adolescentes. A primeira, deu certo.

Recolocando o SBT na briga pelo segundo lugar, Carrossel abriu espaço para um filão aproveitado até hoje pela emissora, que é o de novelas infantis. Não por acaso, a trama protagonizada por Rosane Mulholland e jovens como Larissa Manoela e Maísa Silva, é reprisada em looping. Não só elas, como todas as outras produções.

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SBT apostou no que já deu certo, Poliana é exceção

Depois de Carrossel, que já havia feito grande sucesso nos anos 90 com a versão mexicana, o SBT recorreu a produções que já foram testadas anteriormente: Chiquititas (1997-2001) e Cúmplices de um Resgate (2002) e Carinha de Anjo (2000-2001).

Remakes praticamente tão bem-sucedidos quanto Carrossel, o que estava por vir era o grande desafio até aqui: levar ao ar uma história que nunca tivesse sido levada ao ar na TV, o que aconteceu com As Aventuras de Poliana. A produção, mais uma assinada pela esposa de Silvio Santos, passou no teste.

No entanto, Poliana sofreu com o desgaste ao longo de mais dois anos no ar. Se nos capítulos iniciais empolgando chegando a dar 17 pontos de média, terminou na faixa das 7, perdendo praticamente metade da audiência que começou.

Nesta última década, todas as infantis foram reprisadas. Umas mais, outras menos. Desde 2013, há um horário de representações na faixa das 21h. A largada foi dada com Rebelde (2004-2006), mas que depois começou com o Carrossel em 2015, sendo reexibidas na mesma ordem de produção. Com o início da pandemia, a emissora naturalmente recorreu ao seu acervo também.

Atualmente, está no ar Poliana Moça, continuação direta daquela de 2020. Ao longo desses 10 anos, esta protagonizada por Sophia Valverde é a de menor audiência. Resta saber se ela terá fôlego para retomar os bons números que já foram a tábua de salvação para o SBT.



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