A Casa

Há 5 anos, Record lançou 'BBB bizarro' com 100 pessoas amontoadas e fracassou no Ibope

Reality foi aposta da emissora para bombar na audiência, mas deu com os burros n'água


Marcos Mion à frente de A Casa na Record
Marcos Mion em A Casa; reality teve apenas uma temporada - Foto: Divulgação/Record TV
Por Thiago Forato

Publicado em 25/06/2022 às 11:53:00,
atualizado em 25/06/2022 às 12:38:23

Em 27 de junho de 2017, a Record trouxe um formato para o Brasil cuja ideia era de que ele servisse como um "esquenta" para A Fazenda e fizesse sucesso pelo inusitado. Com Marcos Mion, a emissora apostava na estreia de A Casa, formato holandês da Fremantle e que confinava 100 pessoas em um espaço equipado apenas para uma família de quatro integrantes.

Apresentado em 21 episódios com exibição às terças e quintas, a Record viu o reality perder metade de audiência da estreia até a final. Começou com 8 pontos, mas terminou com 4 e sem deixar saudades. Quem mais ganhou notoriedade foi Monick Camargo, expulsa do programa e que posteriormente participou de A Fazenda 9 e viveu um relacionamento com Yuri Fernandes.

A grande campeã foi Thaís Guerra com 66,96% dos votos (foto ao final da matéria). A final foi o único episódio apresentado ao vivo. Ela levou o prêmio de R$ 436.772. Em 2018, a Record optou por não produzir uma segunda temporada alegando que já havia outros realities na casa. No entanto, atualmente há três emendados uns nos outros em 2022.

"Não tem como não assistir", prometia Marcos Mion

Há 5 anos, Record lançou

O apresentador que hoje está à frente do Caldeirão, Marcos Mion explicou que A Casa não se tratava de um reality de sofrimento, mas de um jogo de escolhas humanas. "Não tem como não assistir. Quem ainda não colocou a antena, vai colocar", chegou a dizer numa entrevista à Folha de S. Paulo em junho de 2017.

Cada participante ocupava um espaço de 0,83m², menos que os 6m² que a lei de execução penal do país diz que um preso tem direito em uma cela. O prêmio começava em R$ 1 milhão, mas essa importância era gasto para manter a casa.

A cada semana, um participante era eleito pelos demais para ser o "dono da casa". Ele tinha o poder de eliminar os concorrentes e cuidar desse verba comprando de colchão a sabonete. Mas, quanto mais gastasse, menos sobraria para o campeão.

Os mantimentos da casa eram suficientes apenas para uma pequena família, e eram os confinados quem determinavam o que era necessário comprar para sobreviver dentro da residência. Detalhe: todos os dias, eles, que entraram na casa com apenas uma caixa contendo seus pertences pessoais, recebiam uma cesta básica suficiente para apenas quatro pessoas. Ao longo das gravações, enfrentavam desafios e provas para que buscassem permanecer.

Ao todo, 69 participantes foram expulsos, 19 desistiram e outros cinco "desistiram por tentação", prova esta que Mion oferecia objetos de desejo aos moradores para simplesmente provocá-los. Se eles quisessem a tentação, teriam que desistir da competição para poder ganhar o prêmio oferecido.

A Casa fracassou não só no Brasil

Há 5 anos, Record lançou

Intitulado de Get The F*ck Out of My House no mercado internacional, o formato não foi apenas mal no Brasil. Por aqui, foi apenas o segundo país que a atração foi exibida. Anteriormente, fora transmitido apenas na Holanda, país que concebeu o Big Brother.

Na Terra das Tulipas, A Casa teve apenas uma temporada em 2016. Já na Alemanha, o reality foi um pouco mais longe e teve duas temporadas entre 2018 e 2019, mas também não prosperou. Em feiras de TV, o formato encalhou e não é produzido em mais nenhum país do mundo.


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