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Posicionamento

Gal Costa fala sobre política e dispara na Globo: "Fora Bolsonaro"

Cantora celebrou 50 anos de carreira no Conversa com Bial

Gal Costa em entrevista ao Conversa com Bial
"Tem momentos em que o artista tem de se posicionar", refletiu Gal Costa no Conversa com Bial - Foto: Reprodução/Globo
Redação NT

Publicado em 20/02/2021 às 14:20:00,
atualizado em 20/02/2021 às 14:22:52

Gal Costa falou sobre política em entrevista ao Conversa com Bial dessa sexta-feira (19), na Globo. Na atração comandada por Pedro Bial, a cantora soltou a voz, celebrou seus 50 anos de carreira e se mostrou contrária ao atual Presidente da República, Jair Bolsonaro. Ela também comentou seu posicionamento de outrora, nos tempos da ditadura militar.

No Conversa com Bial, Gal Costa relembrou o sofrimento vivido nos tempos do regime militar, que durou de 1964 a 1985. "E tem gente querendo voltar a esse tempo, não pode", opinou a artista.

Canções na sua voz, como Divino Maravilhoso, se tornaram hinos de resistência no período. Já Brasil, composição de Cazuza, foi tema da novela Vale Tudo (1988) e marcou o processo de redemocratização do país.

Durante a entrevista, a baiana comparou a letra com o atual momento do país e não teve papas na língua ao dizer que, ao contrário do passado, hoje se posiciona de forma mais incisiva. "Fora, Bolsonaro. Tem momento em que o artista tem de se posicionar", disparou Gal.

Gal Costa previu que seria cantora aos 7 anos: "Foi uma projeção"

Gal Costa dispara na Globo: \"Fora Bolsonaro\"

O novo álbum de Gal Costa, Nenhuma Dor, traz releituras de músicas que marcaram sua carreira em duetos com vozes masculinas, como Seu Jorge e Zeca Veloso. No Conversa com Bial, ela contou que teve uma espécie de premonição aos 7 anos de idade, quando soube que seria cantora de sucesso.

"Eu estava sentada na janela, e a garotada da rua, os amigos da gente, estavam ali brincando. Aí passou um carro, e tinha uma TV local da Bahia com produção de cantores. A garotada correu para pedir autógrafo num pedaço de papel, e o cara escreveu um nome", iniciou a baiana.

Ela prosseguiu: "Eu olhei e achei uma bobagem as pessoas pedindo assinatura num pedaço do papel. Mas me vi no futuro dando autógrafo, foi uma projeção".



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