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De volta no remake de Pantanal, Almir Sater admite que novela foi um divisor de águas

O artista teve um papel fundamental na nova versão do sucesso de 1990


Almir Sater e Renato Góes caracterizados como Eugênio e José Leôncio, de Pantanal
Almir Sater e Renato Góes terão cenas juntos no remake de Pantanal - João Miguel Jr./TV Globo

Almir Sater estará de volta no remake de Pantanal, que tem estreia prevista para março deste ano, na Globo. Para a coluna de Zean Bravo no Jornal Extra, o ator e cantor admitiu que a novela de Benedito Ruy Barbosa foi um divisor de águas em sua vida. "Comecei a trabalhar muito, como nunca antes, ganhei meu dinheiro e logo comprei a minha terra na região. Insisti para que a antiga proprietária me vendesse, por dez anos, antes da novela. Após Pantanal, ela aceitou. Mas precisei comprar os fundos da fazenda para ela me vender a parte na beira do rio. Aí fui virando fazendeiro também", conta.

As terras que o artista tanto lutou para comprar tiveram um papel fundamental na nova versão da trama. Foi depois de uma visita à fazenda dele que o autor Bruno Luperi, o diretor artístico Rogério Gomes, o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza e a gerente de produção Luciana Monteiro, que estiveram no Pantanal ainda em 2020, começaram a definir os locais mais bonitos e viáveis da região para a produção. 

Foi aí que Sater se deu conta de que o remake realmente sairia do papel. "Eles estavam lá escolhendo locações e vi que era sério. Eu falei: ‘O Jayme [Monjardim, diretor da novela original] andou seis meses procurando um local até chegar aqui. Eles até foram visitar outros lugares, mas também sentiram que era aqui. Apresentamos fazendas perto, pessoas que poderiam receber a equipe e tudo deu certo'", lembra.

No folhetim de 1990 exibida pela extinta Manchete, o ator viveu o peão Trindade. Agora, o veterano vai interpretar o chalaneiro Eugênio e contracenará com nomes como Renato Góes, o José Leôncio da história.

Superprodução, Pantanal demandou mais de 140 toneladas de material para gravações

Se a pandemia do coronavírus serviu para que a Globo economizasse na produção de algumas novelas, quem se deu bem foi Pantanal. A novela será a prima rica da dramaturgia da casa, com alto investimento e se tornará uma obra milionária. Segundo o jornalista Flávio Ricco, do Portal R7, para contemplar todo o material de produção, produção de arte, cenografia, figurino, caracterização e tecnologia, foram necessários 12 caminhões, que suportam aproximadamente 12 toneladas cada um, o que resultou em mais de 140 toneladas de material sendo transportadas para o interior do Mato Grosso do Sul.

A emissora carioca iniciou a produção da trama das nove em agosto do ano passado, na região conhecida como Nhecolândia. Durante cinco meses, mais de 150 pessoas estiveram diretamente envolvidas nas gravações no local, que fica a cerca de quatro horas da cidade mais próxima, Aquidauana, que tem cerca de 50 mil habitantes. Seis fazendas deram suporte diretamente à produção, seja para hospedagem, para gravação ou almoxarifado.

Segundo apurou o NaTelinha quando as gravações começaram, o orçamento de Pantanal é bem superior ao aprovado para produções da faixa horária, que historicamente já é a mais cara entre os três principais horários de novelas. No novo folhetim, a previsão de investimentos é na ordem de pelo menos 20% superior ao que se costuma gastar em produções contemporâneas do horário das 21h, o que mostra que a nova cúpula da Globo abriu os cofres.

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