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Nostalgia

Autor relembra primeira temporada de Malhação, em reprise no Viva: "Não mudaria nada"

Emanuel Jacobina falou sobre novela lançada em 1995

 Autor relembra primeira temporada de Malhação, em reprise no Viva: "Não mudaria nada"
Malhação vem fazendo sucesso no Canal Viva

Redação NT

Publicado em 06/10/2020 às 11:55:00

A primeira temporada de Malhação está sendo reprisada no Viva e o autor Emanuel Jacobina, que escreveu a versão com Andrea Maltarolli (1962-2009), garante que não mudaria nada na trama. A produção tem feito sucesso nas redes sociais e os trabalhos de Danton Mello, Luigi Baricelli e Carolina Dieckmann estão sendo elogiados.

“Aquela temporada foi perfeita em todos os sentidos. Não mudaria nada. A sensação era de estar participando de algo que parecia um grupo de teatro amador”, afirmou Jacobina em entrevista publicada nesta terça-feira (6) pela a colunista Carla Bittencourt, do jornal Extra.

O autor relatou que o projeto revolucionou o modo de realizar dramaturgia no Brasil. Se antes os folhetins eram contados apenas na visão de adultos, com Malhação tudo isso mudou e deu um novo caminho para outras tramas.

“Malhação representou uma novidade, um frescor na forma de contar histórias. Representou também a primeira vez em que o ponto de vista dos jovens se tornou mais importante do que o dos adultos numa novela brasileira”, analisou Jacobina.

Malhação e o tempo

Malhação está no ar há 25 anos e Jacobina escreveu outras temporadas, inclusive a última – Toda Forma de Amar – que precisou ser finalizar às pressas por causa da pandemia do novo coronavírus. O roteirista explicou que as cobranças do público ficou maior ao longo dos anos, principalmente com o surgimento das redes sociais.

“As pessoas cobram nas redes sociais com milhões de interações seja qual for o assunto que elas vejam, escutem ou deduzam que foi tratado na novela. Você precisa ter firmeza, ter base em pesquisa, e dialogar com o público. Por exemplo, se você fizer um jovem montar um fast truck, pode ter certeza que as pessoas nas redes sociais vão cobrar que os jovens cozinhem em vez de comer fast-food”, concluiu o autor.

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