Fábio Porchat fala da emoção em entrevistar Jô Soares: "fechamento de um ciclo"

Fotos: Edu Moraes/Record TV

Publicado em 18/04/2018 às 18:14:43 ,
atualizado em 19/04/2018 às 12:59:31

Por: Diego Falcão com Sandro Nascimento

Nesta quarta-feira (18), o "Programa do Porchat" recebe Jô Soares numa entrevista emocionante. Logo na abertura, Fábio Porchat chora ao lembrar da oportunidade que o apresentador veterano deu a ele na atração que comandava na Globo.

Em entrevista exclusiva ao NaTelinha nesta quarta-feira (18), Porchat falou da emoção e do primeiro contato com Jô até a conclusão da entrevista. "Foram 40 dias de tensão", afirmou.

O humorista revelou que a entrevista especial com Jô Soares representa o fechamento de um ciclo: "há 16 anos eu estava como estudante de administração indo ao programa do Jô, e de repente hoje recebo o Jô".

Confira a entrevista na íntegra:

No instante em que soube que Jô Soares tinha aceitado ir ao seu programa, o que passou na sua cabeça?

Fábio Porchat - Eu liguei para o Jô e disse: "Tenho uma proposta indecente para fazer agora: Jô eu queria que você viesse no meu programa'. E Jô Soares respondeu: "Fechado". Aí eu falei: "Jô, não responde tão rápido assim. Você não pode dar uma informação dessa assim e depois dizer que não pode". Jô Soares: "Fábio, está fechado e resolvido".

Fiz o convite em março. Imagina que de março até agora foram 40 dias de tensão. "Ele não vai vir, vai dar algum problema, ele vai falar que não dá". Até o dia, cinco dias antes eu falei que era melhor não divulgar. Até no dia (da entrevista). O que passou na minha cabeça é que ia dar tudo errado, mas deu tudo certo.


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O que ele significou pra você esse programa especial?

Fábio Porchat - Para mim foi o fechamento de um ciclo. Porque há 16 anos eu estava como estudante de administração indo ao programa do Jô, e de repente hoje eu tenho um talk-show e estou recebendo o maior de todos. Foi muito emocionante, fiquei bastante emotivo. Durante a entrevista, eu não fiquei nervoso. O Jô me acalmou tanto, foi tão generoso, me senti em casa com ele. Não fiquei tenso, não fiquei tremendo. Pois o Jô me deu esse espaço, essa abertura. Foi muito legal.

Desde que você iniciou sua carreira de humorista a meta era ter um talk-show?

Fábio Porchat - Eu sempre quis ter um talk-show. Era uma vontade minha desde antes e quando a Record TV me convidou para fazer, topei na hora. Vim conversar e tive liberdade de poder entrevistar quem eu quisesse. Eu nunca tinha feito isso na minha vida, poderia ser um horror. Ainda estou aprendendo. O programa está no rumo certo. O programa vira antes do Jô e depois do Jô.

Nesta temporada, você já levou William Waack e agora, Jô Soares. Quem você ainda almeja entrevistar neste ano?

Fábio Porchat - O próprio Wiliam Waack na estreia da temporada foi muito importante também. Mostrou que o programa pode falar sério, ter repercussão com assuntos que estão rolando pelo no Brasil.

Tem muita gente que quero trazer, não adianta sonhar alto, não adianta querer alguém da Globo aqui. O Carlos Alberto de Nóbrega é um que eu queria trazer, a Eliana. Silvio Santos todo mundo quer, mas se nem o Jô conseguiu, dirá eu.

O programa ainda tem muita gente para vir. Tem o Fabio Júnior, Leonardo que era para vir e não veio, diversos atores...

Como entrevistador, depois de duas temporadas, o que mudou em Fábio Porchat?

Fábio Porchat - Eu sinto como entrevistador é que as coisas mudaram para o bem. Estou mais maduro. Estou ouvindo mais, seguindo menos o roteiro, ouvindo mais as pessoas. O programa foi encontrando o seu rumo e tomará que daqui um ano eu possa falar que estou mais maduro e vida longa ao "Programa do Porchat".

A entrevista vai ao ar em duas partes: hoje e quinta (19), em horário mais cedo, às 23h45, na Record TV.



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