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Maverick

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Tom Cruise volta a viver o piloto após 35 anos

Tom Cruise antes e depois em Top Gun
Top Gun completa 35 anos de seu lançamento: sequência estreia em novembro - Foto: Divulgação
Thiago Forato

Publicado em 22/05/2021 às 12:15:14

Top Gun vai ganhar uma sequência em 19 de novembro. Um dos papéis mais emblemáticos de Tom Cruise volta às telonas depois de 36 anos de seu lançamento. Batizado de Top Gun: Maverick, o longa-metragem continuará narrando a história de Maverick, um piloto à moda antiga que depois de mais de três décadas serviços como um dos principais aviadores da Marinha, ainda precisa provar que o fator humano é fundamental no mundo contemporâneo das guerras tecnológicas. Curiosidades do original de 1986 não faltaram, passando por vômitos de atores nos bastidores até uma recusa de Tom Hanks para protagonizá-lo.

O filme foi lançado em 1986 e contou com um orçamento de US$ 15 milhões, e alcançou uma receita de mais de US$ 350 milhões, se tornando um grande sucesso no mundo todo e entrando para a prateleira de um dos maiores filmes de todos os tempos, consolidando de vez o nome de Tom Cruise em Hollywood.

A sequência sempre foi muito aguardada e faz mais de 10 anos que ela é protelada. Tom Cruise só confirmou sua participação em 2017, embora o roteirista já tenha feito isso em 2010. Desde então, Top Gun 2 vem sendo adiado, e recentemente, foi empurrado mais uma vez, mas desta, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Confira abaixo curiosidades do filme.

Filme virou homenagem

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Top Gun é dedicado a Art Scholl, um dublê que ajudaria no longa-metragem em cenas de avião. Ele acabou morrendo durante as filmagens aos 54 anos de idade. Ele acabou dando um giro mais arriscado, mas intencional para capturar uma cena para o filme, mas a situação saiu do controle e ele caiu no Oceano Pacífico.

Em uma das sequências, Art falhou. Mas, apesar disso, seu corpo ou o avião que pilotava nunca foi encontrado. Sendo assim, o filme foi dedicado à sua memória.

Planos, bases e equipamentos reais

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

O diretor Tony Scott queria que o filme fosse o mais realista possível. Entçao, trabalhou com os militares e governo dos Estados Unidos para usar aviões, equipamentos estação aérea naval real onde o filme se passava. A produção pagou aos militares, incluindo fazendo uso de pilotos reais.

Esse tipo de negociação passou a ser comum depois do lançamento de Top Gun. A hora do voo do caça F-14 Tomcast custou US$ 7800, o que era mais dinheiro em 1986. O uso de três porta-aviões também custou ao diretor mais US$ 25 mil.

Vômito nos bastidores

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Muitos dos atores que foram escalados como membro da tripulação do F-14 receberam caronas no banco de trás do avião para se acostumar com as condições da aeronave. Algumas das cenas que surgem no filme realmente foram filmadas em um F-14 real no ar.

Mas, os atores tiveram dificuldades em se acostumar a estar a bordo de um. Anthony Edwards é o único ator de todo o elenco que não vomitou enquanto estavam testando. Tom Cruise fez três viagens no F-14. Vomitou na primeira, mas conseguiu ficar sem vomitar nas duas seguintes.

A música tema

A principal música de Top Gun, Danger Zone, foi um grande sucesso para Kenny Loggins. A canção se tornou uma das mais conhecidas dos anos 80, mas ele não foi a primeira escolha dos produtores para gravar a música. O trabalho foi oferecido a Toto e REO Speedwagon antes de ser oferecido a Loggins.

A morte de Goose era pra ser diferente

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Na versão original da cena da morte de Goose, ele foi morto nos troços em chamas de um porta-aviões. Mas, a Marinha dos Estados Unidos se opôs a isso, sendo alterado para um acidente de treinamento, como acabou aparecendo no filme.

Inicialmente, também haveria uma cena em que Maverick visitou o túmulo de Gosse. A sequência foi filmada, mas nunca lançada, nem mesmo como uma cena deletada.

A recusa de Tom Hanks

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Ainda que o papel de Maverick seja sinônimo de Tom Cruise, ele foi oferecido a outros atores, que recusaram, tais como Tom Hanks, Michael J. Fox, Sean Penn, Matthew Broderick, Nicolas Cage, Emilio Estevez, Patrick Swayze, John Cusack e Scott Baio. Todos rejeitaram.

Matthew Modine também recusou o papel porque não concordava com a política do filme. Charlie Sheen foi considerado, mas ainda era muito jovem. Ele estrelaria uma paródia do original em 1991, intitulado de Top Gang no Brasil.

A inexperiência de Tom Cruise

Top Gun por trás das câmeras: De morte de dublê a ator contrariado no set

Uma das características que definem Maverick é que ele pilota uma moto, mais precisamente uma Kawasaki Ninka 900/GPZ900R, que era a moto mais rápida do mundo há 35 anos. Mas, antes das filmagens, Tom Cruise nunca havia dirigido uma moto antes na vida.

Ele estava ansioso para aprender, então foi para a House of Motorcyles, na Califórnia, justamente para isso. Ele recebeu um curso intensivo e logo aprendeu.

Val Kilmer não queria estar lá

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A princípio, Val Kilmer inicialmente não queria aparecer em Top Gun. Ele foi forçado a filmar devido à obrigação contratual, mas não queria o papel. Apesar disso, se divertiu no set. Iceman acabou sendo um dos papéis mais famosos de Kilmer desde que Top Gun chegou aos cinemas.

"Eu não queria o papel. Eu não ligava para o filme. A história não me interessava. Meu agente, que também representou Tom Cruise, basicamente me torturou para, pelo menos, conhecer Tony Scott dizendo que ele era um dos diretores mais quentes da cidade", revelou Val Kilmer  na autobiografia, intitulada I’m Your Huckleberry.

Aprovação

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O Pentágono, que é a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, exigiu que o roteiro fosse mostrado antes das filmagens para que fosse aprovado. Eles queriam ter certeza que a Marinha dos Estados Unidos estava sendo retrada de maneira possitiva.

Algumas cenas foram até cortadas porque havia determinadas sequências que faziam parecer que a Marinha era negligente, como se permitisse que seus pilotos pudessem morrer.

Efeito Top Gun

Depois que o filme foi lançado, o alistamento na Marinha cresceu 500% em um ano. O longa foi o filme de maior bilheteria em 1986. Houve também um aumento de 40% na venda de óculos Ray-Ban aviador e da clássica jaqueta do piloto.

Previsão de fracasso

Depois que as filmagens terminara, bem como sua produção, Bruckheimar e Scott acharam que o filme foi um fiasco. Tudo porque aconteceu uma exibição prévia em Houston, no Texas, em janeiro de 1986 e ninguém da plateia esboçou reação.



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