O Agente Secreto faz referência a morte de menino de 5 anos que chocou o Brasil
Filme estreou nos cinemas na última quinta-feira (6)
Publicado em 12/11/2025 às 16:55
Uma cena do filme O Agente Secreto, que estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (6), faz referência ao caso de Miguel Otávio. O menino morreu em 2020, aos cinco anos, quando foi deixado sozinho pela patroa de sua mãe e caiu do nono andar de um prédio, em Recife.
Na época, Mirtes Renata trabalhava para a família de Sarí Côrte Real e Sérgio Hacker. Ela deixou o filho com a dona da casa porque teve que descer para passear com o cachorro dos patrões.
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Miguel, então, ficou sob aos cuidados de Sarí enquanto ela fazia as unhas. O menino perguntou pela mãe e a mulher o deixou no elevador do prédio, apertando o botão da cobertura. A criança saiu do elevador no nono andar, caindo de uma altura de 35 metros. Ele não resistiu aos ferimentos e o caso gerou indignação.
Saí foi presa em flagrante sob a acusação de homicídio culposo, mas deixou a prisão após pagar fiança de R$ 20 mil. Condenada a oito anos e meio de reclusão, teve a pena diminuída para sete anos e segue recorrendo em liberdade.
Já Mirtes, ainda busca justiça pela morte do filho e organizou um ato em frente ao local onde ele morreu em junho, quando o caso completou cinco anos.
O Agente Secreto citou tragédia

Wagner Moura confirmou a Mirtes Renata que uma cena de O Agente Secreto faz referência ao caso de Miguel. "A gente conversou um pouco sobre… E ele me confirmou que realmente existe um trecho do filme que referencia o caso do meu filho, só que com personagens diferentes, questão de nome, gênero e tudo mais", explicou, ao UOL.
"Estou curiosa e, ao mesmo tempo, agradecida por referenciar o caso do meu filho e fazer com que não caia no esquecimento", completou ela.
O ator se manifestou sobre o assunto em entrevista ao Fantástico: "Ela chegou e disse: ‘Oi, eu queria falar com você, eu sou a mãe do Miguel’. A dimensão dessa perda, esse tipo de acontecimento que dá conta muito da desigualdade, da injustiça. Elas estão aqui e a gente não pode deixar de ver vê-las, não pode fazer de conta que elas não existem".