A coisa tá feia

Com streaming, grupo Disney tem prejuízo de R$ 4 bilhões em três meses

Empresa acumulou prejuízo recorde e bolha pode esoutrar


Logo da Disney +
Empresa acumula perdas em 2022 - Foto: Divulgação
Por Daniel César

Publicado em 24/05/2022 às 06:11:00,
atualizado em 24/05/2022 às 08:49:01

Quem vê os números de assinantes conquistados no último trimestre pela Disney+ não consegue imaginar o tamanho do rombo que o grupo Disney vem enfrentando. A empresa acumulou mais de R$ 4 bilhões de prejuízos apenas no primeiro trimestre de 2022, comprometendo, inclusive, o orçamento separado para os novos lançamentos de sua plataforma de streaming para 2023.

Segundo a Nasdaq, a Disney teve um prejuízo operacional na ordem de US$ 887 milhões, o que transferindo para reais chega a bagatela de R$ 4,2 bilhões. Ou seja, em três meses, a empresa ficou no vermelho o equivalente ao faturamento de todas as emissoras abertas, exceção à Globo, e ainda haveria sobras. E nem mesmo os bons índices obtidos pelos números de assinantes da Disney+ são suficientes para resolver a equação.

Os dados publicados oficialmente mostram que a Disney+ chegou a 137,7 milhões de assinantes ao redor do mundo, a colocando entre as principais plataforma de streaming. Além disso, o grupo ainda tem 22,3 milhões de assinantes na ESPN+, mas não está claro no relatório se este dado é apenas para os EUA ou se a Star+ também é considerada neste levantamento.

Com todas as suas plataformas, o grupo Disney tem mais de 200 milhões de assinantes (aqui se inclui a Hulu) e um faturamento na casa de US$ 5 bilhões, algo parecido com R$ 25 bilhões, apenas nos três primeiros meses de 2022. Ainda assim, o prejuízo operacional acabou chamando a atenção. Segundo a Nasdaq, parte desse prejuízo acontece por conta do orçamento de conteúdo de toda a empresa, entre filmes, canais lineares e o streaming, que chega a US$ 33 bilhões para o ano de 2022, bem mais do que os US $ 20 bilhões previstos de faturamento com assinantes.

Disney mudou contratos em prol do Disney+

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Nos EUA fala-se do erro de cálculo que a Disney pode ter feito ao lançar o Disney+. Isso porque, para ter sua plataforma recheada de seus produtos novos e antigos, a multinacional cancelou contratos bilionários com outros serviços, como a Netflix e a Prime Video, que detinham os direitos de diversas séries e filmes para terem em seus catálogos. Com esta estratégia, a empresa perdeu valores fixos que chegam na casa do bilhão, segundo diz a Nasdaq.

Para se ter uma ideia, investidores americanos elegeram recentemente as dez principais empresas para se investir na Bolsa de Valores dos EUA e a Disney não figura na lista, o que foi surpreendente, já que era esperado que ela aparecesse bem ranqueada. Os principais empresários que investem na área fizeram uma questão, até o momento sem resposta: quantos assinantes a Disney precisa ter para começar a dar lucro? É a pergunta de um bilhão de dólares.

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