Fuga de assinantes

Estudo revela três razões pelas quais a Netflix pode "perder" a guerra no streaming

Netflix pode enfrentar dificuldades com estratégias equivocadas


Logo da Netflix em caixa e luzes de estúdio ao fundo
Na guerra dos streamings, Netflix pode precisar rever estratégias - Foto: Divulgação

Reinando de maneira soberana no streaming há uma década, a Netflix vem enfrentando novos concorrentes nos últimos anos. A longo prazo, é possível que ela "perca" essa guerra, de acordo com um relatório de analistas da Needham & Company, publicado nos Estados Unidos nesta semana.

Os analistas são céticos com relação às chances da gigante se defender de rivais como a Disney, Apple, Paramount e HBO. Uma pesquisa com 504 assinantes da Netflix na Terra do Tio Sam revelou os maiores desafios a serem enfrentados nos próximos tempos.

Em janeiro, as ações da empresa caíram quase 20% depois de reportar um volume fraco ao que se esperava com relação aos novos assinantes. A Netflix espera adicionar 2,5 milhões de novos a sua base ante 5,9 milhões do que os analistas projetaram. No último trimestre, adicionou 8,3 milhões de novos assinantes contra 8,5 milhões originalmente previstos.

O co-CEO da Netflix, Reed Hastings, reconheceu durante uma teleconferência ao longo da semana que "há mais concorrência do que nunca". No entanto ele disse que o mercado de vídeo é "muito grande" e a execução da empresa está estável e cada vez melhor.

Assinantes da Netflix estão insatisfeitos, diz pesquisa

O motivo número um que pode fazer com que a Netflix fique enfraquecida na guerra de streaming é o fato dos seus assinantes estarem insatisfeitos. 31% dos entrevistados disseram que estavam "menos satisfeito com o conteúdo do que há um ano". Esse é um sinal que a assinatura pode ser cancelada a qualquer momento.

Houve a percepção de que os clientes podem estar dispostos a assinar outros serviços de streaming. Com a alta demanda e opções a perder de vista, os consumidores acreditam que o conteúdo não está melhorando ao passo que o preço sobe. Este, inclusive, é o próximo item da lista.

A estratégia de preços da Netflix

De acordo com o estudo, os preços da Netflix representam uma "desvantagem" em relação ao demais porque a assinatura mais barata tem o direito de assistir ao mesmo conteúdo que aquela considerada premium. Na visão de analistas, isso é um erro.

A Netflix se baseia no número de dispositivos que as pessoas utilizam para aumentar o preço da assinatura, e o fato da tecnologia ser ou não 4K. Outros streamings rivais estão começando a oferecer diferentes tipos de pacote, como na tradicional televisão por assinatura.

Isto é, se você quer menos conteúdo, paga menos. Outros streamings também adotam a estratégia de ter publicidade em troca de pagar menos. A medida vem sendo lucrativa para alguns rivais nos Estados Unidos.

Aumento de preços

O relatório atestou que 41% dos entrevistados da pesquisa disseram que são "mais propensos a desistir da Netflix em 2022" por conta da decisão da empresa em aumentar a assinatura mensal. Os acréscimos vão de US$ 1 a US$ 2 e aconteceram pela última vez em janeiro.

Nos Estados Unidos, o pacote básico agora custa US$ 9,99 (antes US$ 8,99) enquanto o intermediário fica por US$ 15,49 (antes US$ 13,99) e o premium, US$ 19,99 (antes US$ 17,99).

Por aqui, o serviço subiu os valores em julho, com aumentos que foram de 18% a 22%. O plano premium, que dá acesso a quatro telas em resolução 4K custa R$ 55,90 (era R$ 45,90).

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