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Autobiografia

As confissões de Xuxa: De Abuso na Kombi a premonição sobre a morte de Senna

Apresentadora falou das suas memórias em seu livro

Xuxa Meneghel bem seria em pose fotográfica
Xuxa lançou sua biografia - Foto: Reprodução
Redação NT

Publicado em 27/09/2020 às 06:27:00

Xuxa Meneghel lançou sua autobiografia intitulada de Memórias e fez grandes revelações desde a sua infância até sua vida profissional. A apresentadora relembrou o abuso sexual que sofreu de um professor de matemática, da rejeição que sofreu de Pelé por ainda ser virgem e qual sua reação no dia em que Ayrton Senna (1960-1994), seu ex-namorado, sofreu o acidente em Ímola, na Itália.

Logo no início do livro, a rainha dos baixinhos explicou como foi sua infância e sua paixão por aulas de matemática. Contudo, tudo mudou com a mudança de um professor, que passou a abusar dela sexualmente. “Certo dia, me chamou depois da aula e, mesmo na frente da minha amiga Yara, disse que queria me deixar só de calcinha e colocar nas minhas coxas”, contou.

“Cheguei em casa e, na hora do jantar, perguntei à minha irmã Mara o que era colocar nas coxas. Ela ficou furiosa e, sem me explicar o que era, quis apenas saber quem tinha me falado aquilo. Eu tremi de pavor. A sensação de medo e culpa que permeou todos esses abusos me pegou fortemente. Mas não consegue me segurar, contei que tinha sido o professor. Fiquei tão traumatizada na época que passei de primeira aluna em matemática para última”, detalhou.

E essa não foi a única vez que a apresentadora foi abusada na infância. Aos cinco anos, garotos mais velhos costumavam a fazer maldades contra ela em uma kombi. “Nós, crianças, íamos atrás. Eu tinha cinco ou seis anos e os mais velhos já eram pré-adolescentes, primos de segundo grau e amigos muito próximos da família. Tocavam em mim, colocavam o dedo em mim, doía, não sabia distinguir o que sentia, por isso não chorava nem reclamava com ninguém sobre o acontecido. Tinha medo, me sentia culpada. E ficava quieta”, relatou.

Xuxa confessou que não entendeu o motivo de ter sido alvo dos abusos de homens mais velhos. “Por que eu fui a escolhida? Não sei. Nós, vítimas, não queremos falar sobre o assunto. Acho que aprendemos que sempre existe um culpado”, completou.

 

Pelé

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Em 1981, Pelé assumiu seu relacionamento com Xuxa e surpreendeu o mundo. O maior jogador de futebol ao lado de uma modelo promissora. Até então, ela ainda nem era apresentadora. Mas antes de começarem a namorar, a rainha dos baixinhos foi rejeitada pelo craque por um motivo: sua virgindade.

No livro, a comunicadora relatou que o conheceu durante uma sessão de fotos e o interesse amoroso estava caminhando bem, contudo, quando Pelé soube que ela era virgem, decidiu na ocasião não seguir em frente. “Ele disse que não queria ter a responsabilidade de ser o meu primeiro homem”, disse.

Sem continuar o flerte, Xuxa teve um breve romance com um garoto e perdeu a virgindade em um carro. “Um pouco mais tarde, eu e Pelé começamos a namorar. Foi o primeiro homem mesmo”, explicou. O namoro entre ela e o rei do futebol durou até 1986.

Cantada

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Numa das histórias contadas por Xuxa, ela revelou que recebeu uma foto de um jovem ator sem camisa, quando estava iniciando seu romance com Junno Andrade. A apresentadora cortou logo no início o flerte.

“Outro artista, bem mais novo, também havia pedido meu telefone com a desculpa de que queria dicas para abrir uma fundação. Mas, pasme, ele começou a me cantar. Mandou até foto sem camisa. O cara tinha seus 20 e poucos anos. E eu, quase 50. 'Escuta, tia Xuxa não fica com quem foi baixinho dela. Não vou ficar com um cara da sua idade', deixei bem claro", afirmou a artista em um trecho da sua autobiografia.

Foi a partir daí que ela decidiu ligar para Junno Andrade, seu atual namorado. “Então, algo me fazia pensar no Ju. No carinho, na gentileza do programa. E eu ainda ficava matutando: ele não vai ser tão bobo e jogar essas cantadas imaturas do ex-baixinho que ficou me procurando. O Ju tinha sido tão legal, disse que eu fazia parte de momentos bacanas da vida dele. Liguei”, contou.

Primeira tentativa de ser vegana

As confissões de Xuxa: De Abuso na Kombi a premonição sobre a morte de Senna

Xuxa é assumidamente vegana e tem feito forte campanha nas redes sociais para que as pessoas evitem comer carne. Contudo, o que poucos sabem, que sua paixão pelos bichos a fez pensar em parar de se alimentar de produtos de origem animal ainda na infância.

“Quando tinha onze anos, lembro de ter resolvido parar com a carne vermelha. Mas minha mãe, na melhor das intenções e por não ter as informações de que dispomos hoje, me obrigava a comer bife de fígado uma vez por semana. Lembro que pedia para deixá-lo torrado, para que eu não visse o sangue nem sentisse o gosto. Era tão duro que eu quase quebrava os dentes”, relatou.

“Depois de penar muito, aos treze anos abandonei de vez a carne vermelha. Depois, o frango. Mais tarde, o ovo, pois um dia achei um quase pintinho na frigideira. Segui com leite e queijo sem lactose e, uma vez por semana, peixe. Afinal, diziam que a tal proteína animal era necessária. Mas isso não duraria. Eu não podia machucar um bicho. E, mais para a frente, eu me tornaria, orgulhosamente, vegana”, completou.

Ayrton Senna

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Um dos momentos mais tristes da vida de Xuxa foi a morte de Ayrton Senna. Ela o namorou entre 1988 e 1991. No dia em que o piloto faleceu, ela garantiu que sentiu algo diferente, uma espécie de premonição.

“Chegando ao sítio dela (a diretora Marlene Mattos), tinha uma fogueira. Me sentei em frente e fiquei olhando para o fogo, sentindo uma angústia, algo estranho. (...) (na manhã seguinte) cheguei à sala, todos os amigos mudos, olhando para a TV. Cheguei e tive a nítida sensação de tê-lo visto na porta. E falei: 'ele já foi embora'”, lamentou.

Essa premonição não ocorreu apenas na morte do atleta, mas também quando eles namoravam. A apresentadora narrou nas páginas do livro que os dois tinham uma troca de energia diferente e por isso eram felizes.

“Se eu pensava muito nele, por exemplo, ele sentia e me procurava. Uma vez, apostei com uma figurinista que se eu pensasse nele, ele ligaria. 'Ah, duvido! Então faz isso. E já atende o telefone falando o nome dele, se tocar'. O telefone tocou. E eu: Beco!". "Havia o fato de que eu tinha algumas premonições em relação a ele. Eu cheguei a acertar quando ele venceria corridas, quando iria ter problemas. Ele sempre me ligava para saber qual era a minha sensação”, com

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