Enfoque NT

Como o "Domingo Legal" deu a volta por cima e deixou a Record no chinelo

Desde março o "Domingo Legal" não sabe o que é terceiro lugar

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Celso Portiolli vem beliscando a Globo nos últimos domingo - Reprodução/SBT

Thiago Forato
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Thiago Forato

Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há 14 anos e assina a coluna Enfoque NT há oito, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele:

thiagoforato@natelinha.com.br

Twitter: @tforatto

Publicado em 13/04/2019 às 08:40:11

Depois de 10 anos sob o comando de Celso Portiolli, é agora que o "Domingo Legal" vive seu auge com o apresentador. Preterido em outros tempos, com sua extinção sendo cogitada e tendo perdido duas horas por mais de três anos para desenhos animados, o programa ganhou sua cara.

Celso Portiolli ganhou notoriedade como condutor de game-show. Com um timing perfeito, aliado a um ritmo narrativo extremamente bem executado, ele consegue conduzir uma atração do tipo com maestria.

A tarefa que recebeu em 2009 de substituir Gugu Liberato no "Domingo Legal" foi complicada e o dominical, nesse tempo todo, passou por inúmeros altos e baixos, mesclando games, musicais e até quadros de apelo emocional, que não faz o perfil de Portiolli.

Atualmente com uma trinca de games - "Passa ou Repassa", "Comprar É Bom, Levar É Melhor" e o retorno do "Xaveco" -, o "Domingo Legal" não sabe o que é perder para a Record desde o início de março. E ainda vem arranhando a Globo.

Apesar de ser composto apenas por game-show, o programa flui na medida certa e tem a cara do domingo, a cara do SBT e principalmente, a do apresentador.

Eletrizante, o "Passa ou Repassa" foi um clássico da década de 1990 que retornou em 2013. Quando perdeu duas horas para o bloco da Disney em setembro de 2015, o "Domingo Legal" dependia quase que exclusivamente dele. Tornando o dominical cansativo e arrastado, o "DL" passou mais de três anos com apenas duas horas (às vezes um pouco mais) e um amontoado de comerciais e merchandising.

A gente sabe que o comercial é o grande vilão da TV aberta, sobretudo numa concorrência ferrenha aos domingos. Ter Geraldo Luís em um show de chororô do outro lado também não é fácil, já que a audiência sobe a medida que as lágrimas aumentam.

Identidade

O retorno das quatro horas originais do "Domingo Legal" acabaram acontecendo agora em 2019 e o retorno do "Xaveco" foi peça fundamental nessa guerra.

A nostalgia da discoteca da década de 1990 com o frescor dos novos tempos foi imprescindível na conquista de audiência, e a Record acabou ficando no chinelo com o mesmo conteúdo que sempre apostou nos últimos anos.

Pautado somente pela distribuição de prêmios, alegria e torta na cara, o "Domingo Legal" acabou se tornando um dominical com o DNA do SBT.


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