Decepção

"O Sétimo Guardião” tem final confuso e enxugado

"O Sétimo Guardião" desagrada do início ao fim e sofre enxurrada de críticas

Última cena de "O Sétimo Guardião": A água mágica voltou a jorrar - Fotos: Reprodução

Taty Bruzzi
i

Taty Bruzzi

Jornalista com especialização em Jornalismo Cultural, Tatiana Bruzzi atua na área há 19 anos, com ampla experiência na produção, criação, edição e revisão de texto. Nos últimos anos tem focado nas editorias de Mulher, Famosos e Cinema.

Publicado em 17/05/2019 às 23:15:32 Atualizado em 17/05/2019 às 23:44:18

O relógio batia 21h16 quando o último capítulo de “O Sétimo Guardião” entrou no ar com a sequência da invasão do casarão que resultou nas mortes de Olavo (Tony Ramos) e Gabriel (Bruno Gagliasso). 

Durante os seis meses em que esteve no ar - a trama de Aguinaldo Silva estreou em novembro do ano passado -, a história prometia apostar em um universo fantasioso que acabou não agradando tanto assim. 

A não aceitação do telespectador era perceptível que alguma coisa precisava ser feita antes que houvesse uma debandada de vez. Então, o jeito foi criar um serial-killer e matar os guardiães. 

Em sua reta final, com exceção do padre Ramiro (Ailton Graça) e do guardião-mor, todos os demais protetores da fonte milagrosa foram assassinados por Judith (Isabela Garcia) a mando de Egídio (Antonio Calloni) como castigo por falharem. 

Depois de um penúltimo capítulo com cara de último, com direito a revelação da identidade do assassino em série, a descoberta de um tesouro arqueológico e de quem assumiria o comando da irmandade, sobrou um final vago. 

Sem fugir à regra, tivemos um casamento sem emoção com a reunião do elenco, incluindo os que sumiram na metade da história. Houve também a mudança de carreira da Luz (Marina Ruy Barbosa) e a vida política de Junior (José Loreto).

Talvez, a maior prova de que “O Sétimo Guardião” foi uma história atípica e nem um pouco maniqueísta tenha sido a morte do protagonista e a vitória do casal de vilões formado por Sampaio (Marcello Novaes) e Laura (Yanna Lavigne). 

A verdade é que foi com muita dificuldade que o folhetim do horário respirou, mas seu suspiro final foi ligeiro. Um pouco depois das 22h30, para ser mais precisa, e tendo o desfecho de menor duração desde “Babilônia” (2015), de Gilberto Braga.

Em termos de audiência, segundo a prévia da Kantar Ibope na Grande São Paulo, o último capítulo registrou 33 pontos de média com 36 de pico. Se tal índice se mantiver no consolidado que sai na segunda-feira (20), será o pior desfecho da história da faixa na Globo.

O público não perdoou e nós também não.


publicidade

LEIA TAMBÉM

publicidade

COMENTÁRIOS

Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos, de propaganda e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!