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Superação

BBB21: Mãe diz que Gilberto sofria agressões do pai dependente químico

Em entrevista, Jacira também relatou ter sido vítima de violência doméstica

O economista Gilberto Nogueira participa do BBB21, integrando o grupo Pipoca
Pai de Gilberto, do BBB21, o hostilizava por achar que ele era filho de outro homem - Foto: Reprodução/Globo
Redação NT

Publicado em 31/01/2021 às 16:00:00

Gilberto, do grupo Pipoca do BBB21, foi agredido pelo pai dependente químico durante a infância. A revelação foi feita pela mãe do brother, Jacira, que também relatou ter sido vítima de violência em entrevista divulgada neste domingo (31).

"Eu sofria violência doméstica do pai dele e inclusive precisei fugir para São Paulo por um tempo para escapar. Nesta época, o Gilberto tinha quatro anos e ficou morando com a minha sogra", relatou a mãe do brother em entrevista ao site da colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo.

Segundo ela, o pai de Gilberto achava que o rapaz não era filho dele por ter nascido com a pele mais clara. "Com isso, ele também apanhava e sofria perseguição", detalhou Jacira. Ela contou que morou por um tempo em São Paulo, mas, após oito meses, descobriu que os filhos estavam sofrendo maus-tratos do pai e resolveu buscá-los.

"O pai continuou a nos perseguir. Uma vez ele chegou a atirar uma bomba na cozinha da casa em que estávamos vivendo. Foram tempos de muito sofrimento e o Gilberto guarda muitas mágoas e traumas de tudo isso até hoje. Depois de um tempo, consegui me separar de vez e criei os meus três filhos sozinha."

No BBB21, Gilberto falou sobre preconceito por ser afeminado

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Na sexta-feira (29), em conversa com Sarah no quarto Colorido, Gilberto contou que já sofreu preconceito por ser afeminado. O economista explicou que sofria discriminação em vários lugares, inclusive em festas. Em uma ocasião, sofreu preconceito de outro homossexual, ao pedir um beijo ao rapaz.

"Eu lembro uma vez que eu fui ficar com um menino que falou que não ficava com afeminado. Aí eu fui me olhando no espelho e me perguntei 'será que eu sou afeminado?'. É a questão do estereótipo. As pessoas não tem noção como machuca com esse tipo de segregação: você segregar a bicha afeminada", afirmou.

"Eu chegava nas festas as pessoas me maltratavam. Eu era motivo de chacota, risada e piadas. Tem muita gente que não se coloca no lugar do outro, só quer debochar, diminuir, até mesmo os próprios gays que deveriam se entender, que deveriam nos apoiar. É muita segregação dentro do próprio grupo que já é segregado", contou Gil.



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