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Carioca afirma não ter condições psicológicas de se confinar em A Fazenda: "Muito louco"

Márvio Lúcio também rebateu críticas sobre seu quadro no reality da Record

Marvio Lucio, desconfiado, posa para foto
Carioca avalia seu quadro dentro de A Fazenda 2020. Foto: Edu Moraes/ Divulgação
Thomaz Rocha

Publicado em 29/10/2020 às 04:29:00

Basta Márvio Lúcio, o Carioca, entrar em cena no quadro SoFazenda todas quintas-feiras dentro de A Fazenda 2020 para o público gargalhar com suas paródias sobre o reality show. Ligado em tudo o que acontece dentro da casa, principalmente focado nas repercussões dos assuntos mais relevantes e atento ao que é exibido no programa todas as noites na Record, o humorista também acompanha a atração pelo 24 horas para construir suas esquetes.

"Tem sido uma oportunidade maravilhosa. Estou muito feliz com este momento da minha carreira. Adoro o programa, do qual já era fã antes. Poder estar aqui, brincar tanto com os participantes, com o jogo, quanto com as redes sociais tem sido muito gostoso e desafiador", avaliou Márvio Lúcio em entrevista exclusiva ao NaTelinha.

"Tenho aprendido muito com este trabalho. Um começo, claro, um pouco difícil para encontrar um caminho no formato. No entanto, automaticamente, a gente acabou encontrando o caminho, colocando o trem no trilho para acelerar. Estamos em um momento muito bacana do quadro para crescer ainda mais e colaborar, claro, com o programa, que já é um grande sucesso", explicou o humorista.

Com sua veia artística de longa data, Carioca ficou mais conhecido em todo Brasil pelo seu trabalho no Pânico. Para ele, o humor ainda serve como uma válvula de escape para as tensões do dia a dia.

"Às vezes, alguém, que está passando por uma situação complicada, recebe ou envia uma piadinha, uma brincadeira, para dar uma desopilada. Então, eu acredito muito no formato humor, acredito que o humor resolva e ajuda a até ultrapassar determinadas barreiras que o programa não possa. O quadro está aí para isso, ultrapassar fronteiras", analisou.

Mito no mundo do humor

Muitos acreditam que todo comediante tem um lado mal-humorado em sua vida longe das câmeras e do palco. Segundo Márvio Lúcio, não existe pessoa 100% feliz o tempo todo.

"Mau humor, todos têm. Eu sou uma pessoa normal, como qualquer outra. O humor é minha profissão. Se sou mal-humorado ou bem-humorado, eu diria que eu sou um cara de bem com a vida, com uma família bem-estruturada, casado há 14 anos (com a educadora física Paola Machado) e tenho dois filhos (Nicolas, de 11 anos, e Lorena, de nove)", contou.

"Eu sou uma pessoa muito feliz e agradecida. Fico de mau humor quando acontece algo que me chateia, como qualquer outra pessoa. Este mito, talvez exista, porque o público espera que a gente seja feliz o tempo inteiro, e não é bem assim", explicou Carioca.

Apesar de sempre ter sido fã de A Fazenda, o humorista confessou que não sabe se aceitaria participar do confinamento e revelou como seria seu perfil lá dentro do reality. "Não sei se tenho condições psicológicas para estar dentro de um reality show. Sou uma pessoa que gosta de aparecer bem-humorado, então que não sei teria esta capacidade neste tipo de programa. Para estar dentro de um reality show, você tem de ser uma pessoa muito bem preparada, e eu não me sinto. Mas eu acho que seria um cara muito louco e com muita estratégia, com certeza", disse.

Críticas sobre SoFazenda

Apesar do sucesso de A Fazenda 2020 e o quadro semanal, alguns especialista em TV e internautas criticaram as esquetes de Márvio Lúcio no programa da Record, afirmando que o SoFazenda é cópia do CAT BBB, quadro comandado por Rafael Portugal durante o Big Brother Brasil deste ano.

Carioca rebateu as críticas e explicou que o formato é diferente. "Eu discordo. Eu faço personagens, paródias, é uma outra proposta. É claro que o CAT BBB foi um quadro muito bem-sucedido, automaticamente isso desperta para que abra um flanco para o humor. Eu sou muito fã do Rafael Portugal, eu sou amigo dele. E agradeço a ele por este trabalho. Somos operários do humor, tanto o Rafael quanto os outros profissionais", explicou.

"Estou sempre do lado da bandeira do humor. É óbvio que as pessoas queiram comparar. Quando eu era do Pânico, nos comparávamos com o Casseta, depois com o CQC. Agora vão me comparar com o Rafael Portugal. Somos defensores do humor. Em relação às críticas, acredito que todos têm o direito de dar opinião. Não sou uma pessoa que se abala com isso. Sinto-me experiente ao lidar com críticas. Trabalhei durante muito tempo sob pressão, então você acaba criando uma casca", finalizou. 



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