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Falta de respeito

Vídeo: Equipe do SBT é hostilizada pela Polícia Civil de Pernambuco durante link ao vivo

Agentes expulsaram jornalista e cinegrafista de delegacia em Recife

Agente da Polícia Civil expulsando repórter e entrevistado
Vídeo: Equipe do SBT é hostilizada pela Polícia Civil de Pernambuco durante link ao vivo - Foto: Reprodução
Redação NT

Publicado em 18/11/2021 às 18:55:30,
atualizado em 18/11/2021 às 21:10:20

Durante o programa Por Aqui, noticiário local da TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco, a equipe de imprensa do canal foi hostilizada pela Polícia Civil. O caso aconteceu ao vivo, direto na Delegacia do Espinheiro, na Zona Norte do Recife (PE). Enquanto a repórter Suelen Brainer estava entrevistando uma pessoa sobre o caso de um motorista de aplicativo assassinado, agentes atrapalharam a entrevista da jornalista e cinegrafista e os expulsaram do local.

Um policial chegou a tampar a câmera do cinegrafista de forma agressiva. Enquanto isso, Suelen tentou argumentar que os agentes não poderiam fazer aquilo já que se trata de um local público e de interesse da população.

"Estão tentando impedir o trabalho da gente. Eu estou aqui desde sempre na entrada da porta da delegacia e ninguém nunca disse nada, agora chega o policial para tentar proibir nosso trabalho. Estou prestando um serviço de uma pessoa vítima de violência. A pessoa chegou aqui sem o mínimo de educação. Estou dentro da parte da delegacia, mas a delegacia é um órgão público", disse a repórter ao vivo, enquanto estava sendo expulsa.

Em entrevista exclusiva para o NaTelinha, Erilson Gouveia, gerente de produção e programação da TV Jornal, repudiou a agressão da polícia aos profissionais do canal.

"É com muita tristeza que a gente se depara com uma situação como a que vivenciamos neste dia. Uma equipe de profissionais jornalistas sendo impedidos de desempenhar seu papel, que é esperado pelo público. O de levar informação com a credibilidade que é a marca do nosso sistema de comunicação", afirmou.

"Não podemos tolerar atos que venham a bloquear esse importante trabalho de levar a notícia à nossa população, sendo por nós ou por qualquer outro veículo de imprensa. Esperamos que os responsáveis por este ato, que fere duramente a liberdade de imprensa, sejam punidos, e que situações como essa de hoje não voltem a acontecer", explicou.

Assista:

Polícia Civil de Pernambuco se manifesta sobre o ocorrido

O NaTelinha entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco, que respondeu, por meio de nota, sobre o ocorrido.

"A Polícia Civil de Pernambuco reafirma o respeito e a parceria existentes com  todos os veículos de comunicação e lamenta os fatos ocorridos na tarde desta quinta-feira (18) na Delegacia do Espinheiro. Informa que houve uma solicitação da parte dos policiais da delegacia para que a equipe mudasse o local da reportagem, pois, segundo os mesmos, estavam obstruindo o fluxo de pessoas e muitas delas não queriam ser filmadas", explicou.

"A partir daí, houve falta de habilidade na condução da situação. Informamos que o tratamento cortês, respeitoso e com civilidade são princípios que devem nortear todos os funcionários públicos e os policiais, terão essa orientação reforçada. Por este motivo, nos solidarizamos e pedimos desculpas aos profissionais que se sentiram ofendidos e providências administrativas serão adotadas para que fatos dessa natureza não voltem a se repetir", dizia a nota.

Já o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco emitiu nota sobre o ocorrido. Confira:

"O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco - SINPOL-PE, tomou conhecimento do acontecido com a equipe de reportagem da TV Jornal na delegacia do Espinheiro. Não sabemos as razões que ensejaram a atitude dos colegas, porém a orientação do Sindicato é que os servidores Policiais Civis devem sempre prezar pelo bom atendimento ao público, à PM e à imprensa, pois isso é um dos pilares da nossa Operação Polícia Cidadã.

Sabemos do nível de estresse que a própria função policial exige, e que o quadro piora dentro de uma realidade com baixo efetivo, baixíssimos salários, condições precárias de trabalho e falta de respeito funcional. Reforçamos o compromisso da categoria com o bom atendimento e bons serviços a TODA sociedade".

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