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Desabafo

Cantor tem recaída e volta para clínica de reabilitação: "Não vou perder para as drogas"

Sander gravou um vídeo para o programa A Tarde é Sua

Sônia Abrão e o cantor Sander
Sônia Abrão escutou o desabafo de Sander - Foto: Reprodução/RedeTV!
Redação NT

Publicado em 17/08/2021 às 17:30:00

O cantor Sander gravou um vídeo para o programa A Tarde é Sua e revelou nesta terça-feira (17) que se internou em uma clínica de reabilitação contra as drogas. O artista explicou que não quer mais usar entorpecentes e que perdeu amigos ao longo da vida por causa disso.

“Quero abrir meu coração e dizer pra vocês que estou aqui mais uma vez numa clínica de reabilitação psicossocial aqui em Itanhaém, onde já passei em 2019. Tive a oportunidade de passar pelo programa do Rodrigo Faro e vim pra cá fazer o tratamento. Aqui a gente aprende os 12 passos dos narcóticos anônimos, no qual eu me identifico muito, mas não pratiquei”, afirmou ele.

“Não pratiquei na hora que eu mais precisava, que foi quando perdi meu pai, também na pandemia, na falta de trabalho, a falta de tocar. Eu tinha todas as ferramentas para utilizar, mas não utilizei. Então tive um ciclo de recaídas. Até queria me enganar em falar que era uma recaída isolada, mas foi um ciclo de recaída”, continuou o artista.

“Eu estou aqui porque quero ser feliz, preciso ser feliz, mereço ser feliz sem drogas. O usuário de drogas só perde. Eu perdi minha liberdade, eu já perdi oportunidades de trabalho, de caminhar com gente que me amava do meu lado, magoei pessoas, magoei amigos, perdi amigos, ou seja, falta o que? A morte? Não vou morrer por causa das drogas. Não vou perder para as drogas. Eu vou ficar limpo, que essa seja a última internação”, completou.

Sander e sua trajetória

Cantor tem recaída e volta para clínica de reabilitação: \"Não vou perder para as drogas\"

Sander Mecca ficou conhecido por ter feito parte da ba boyband Twister, mas vinha enfrentando dificuldades financeiras nos últimos anos. Ele estava trabalhando com culinária preparando marmitas e chegou até a escrever um livro sobre o vício em drogas.

“Durante boa parte da pandemia as vendas do meu livro, Inferno Amarelo, me salvaram financeiramente. Vendi todos os livros físicos e comecei a vender também em PDF. Nunca vendi tanto livro. Mas quando os livros acabaram a pandemia só estava piorando”, contou ao GZH neste ano.

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