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Folia mantida

Para não ficar sem Carnaval, Globo reprisa desfiles antigos no feriadão

Emissora fez seleção de apresentações para não deixar data passar em branco

Milton Cunha
O carnavalesco Milton Cunha será um dos apresentadores das reprises. Foto: João Cotta/TV Globo
Diogo Cavalcante

Publicado em 09/02/2021 às 22:03:53

Apesar das festas de Carnaval terem sido canceladas pelas autoridades, por conta da pandemia do novo coronavírus, a Globo não deixará o feriadão passar em branco. Está previsto para o sábado (13), após o Altas Horas, e o domingo (14), depois do Big Brother Brasil, a exibição de reprises de 28 desfiles marcantes de escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A informação foi dada pela coluna de Ancelmo Gois, do O Globo, e confirmada pela emissora ao NaTelinha. Os compactos serão exibidos dentro do programa Desfile Número 1 Brahma, com patrocínio da cervejaria. A apresentação será feita pelo ator Aílton Graça e pelo carnavalesco Milton Cunha, tradicional comentarista das transmissões do Carnaval carioca. A direção geral é de L.P. Simonetti e a direção de gênero é de Boninho.

Serão 14 desfiles de escolas cariocas e 14 desfiles paulistanos. A escolha foi feita por uma curadoria especializada, com apoio das Ligas Carnavalescas do Rio e de São Paulo, além das próprias escolas de samba. Além disso, será possível votar no melhor desfile de todos os tempos de cada estado, através do Gshow. O resultado da disputa simbólica será anunciado no final do programa do domingo.

A Globo ainda não divulgou a relação completa dos desfiles selecionados para reprise.

Quase sem Carnaval na TV

Se não fosse a exibição desses melhores momentos de carnavais passados, seria a primeira vez, em 37 anos, que a Globo ficaria sem qualquer transmissão de folia em sua programação.

A última aconteceu em 1984, quando a Manchete obteve, com exclusividade, os direitos de exibição dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, na recém-inaugurada Marquês de Sapucaí. A manobra de Adolpho Bloch para ficar com os direitos de transmissão é, até hoje, criticada abertamente por Boni, antigo chefão da Globo.

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