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Record tira protagonismo de mulheres com Zucatelli e não muda Ibope do Fala Brasil

Fala Brasil é ancorado por mulheres desde 2009

Record tira protagonismo de mulheres com Zucatelli e não muda Ibope do Fala Brasil
Reprodução/Record

Publicado em 24/01/2020 às 05:31:23 ,
atualizado em 24/01/2020 às 10:07:40

Por: Sandro Nascimento

Desde o dia 13 de janeiro, a Record quebrou a tradição do Fala Brasil de somente mulheres comandarem o telejornal para encaixar Celso Zucatelli na ancoragem. O jornalista, que deixou a emissora em 2015 e foi recontratado após emplacar atrações que beiravam o traço na RedeTV! e TV Gazeta, não conseguiu mudar a audiência do jornalístico como esperavam os diretores do canal.

De acordo com a Kantar Ibope da Grande São Paulo, na primeira semana (13 a 17 de janeiro) que Zucatelli dividiu o comando do Fala Brasil com Roberta Piza e Salcy Lima, o jornalístico marcou 4,6 pontos. Em 2019, no mesmo período, a atração matutina da Record atingiu média de 4,7. Na segunda semana, de 20 até 22 de janeiro, o Fala Brasil conquistou 4,2 pontos contra 4,3 do ano passado.

Na última terça-feira (21), com 3,8 de média, o noticiário atingiu sua pior audiência com a nova formação de apresentadores. Em 2019, o Fala Brasil nunca tinha ficado abaixo dos 4 pontos no Ibope nas duas primeiras semanas de janeiro.

Zucatelli não emplaca atrações fora da Record

Antes de retornar à Record, Celso Zucatelli apresentou o Melhor Pra Você (2015 - 2018) e o improvisado Fala, Zuca na RedeTV!. Aliás, essa atração ficou apenas um mês grade da emissora e ambos os programas tinham Ibope próximo do zero. Em 2019, o jornalista assinou com a TV Gazeta para o comando do feminino de De A a Zuca. O projeto foi uma decepção na audiência e ficou três meses no ar.

Exibido atualmente entre 8h45 e 10h, o Fala Brasil é comandada por mulheres desde 2009. A entrada de Zucatelli quebrou uma conquista que foi considerada um avanço de oportunidades entre as jornalistas da emissora. Porém,  não foi somente em São Paulo que a Record tirou o protagonismo de mulheres dos jornalísticos.  

No Rio de Janeiro, segunda praça mais importante do mercado, a emissora afastou a jornalista Lívia Mendonça do Balanço Geral Manhã RJ, a única mulher do canal que ancorava um telejornal diário no estado. Com a decisão, a afiliada da Record carioca deixou somente homens na apresentação dos seus informativos.




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